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Cebraspe · Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (SEFAZ/RN) 2026

Questão 13 — Língua Portuguesa: Compreensão e Interpretação de Textos

Língua Portuguesa Compreensão e Interpretação de Textos

Cebraspe 2026

Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (SEFAZ/RN) · Auditor Fiscal de Receitas Estaduais

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto CG1A2-II
Um levantamento sobre startups de base científica e tecnológica na América Latina mostrou uma disparidade entre o Brasil e alguns de seus vizinhos na capacidade de atrair financiamento privado para essas empresas. Se, por um lado, o Brasil concentra o maior número de startups deep techs — 72,3% das 1.316 empresas mapeadas na região são brasileiras —, por outro, aparece apenas em terceiro lugar em volumes de investimentos privados em 2024. Tais empresas, referidas como deep techs, se distinguem por propor inovações com potencial disruptivo, apresentar ciclos de pesquisa e desenvolvimento demorados e exigir investimentos consideráveis de longo prazo.
Estudo recente expõe a dificuldade das empresas brasileiras: 47% declararam não ter recebido nenhum tipo de investimento e, entre as que conseguiram, o número de beneficiadas com recursos públicos foi cinco vezes superior ao das que atraíram capital privado. A maioria das deep techs do Chile e da Argentina também teve dificuldade de obter recursos, mas um número restrito de startups obtiveram aportes extraordinários. Uma única empresa chilena, que oferece alternativas veganas a produtos de origem animal, como leite, maionese, hambúrgueres, feitos à base de plantas, levantou US$ 466 milhões, o equivalente a 75% da captação das deep techs do país. Já a Argentina se distingue por atrair investimentos para startups de tecnologia aeroespacial. O principal destaque é uma empresa operadora de satélites destinados a fornecer dados e serviços de monitoramento ambiental, que levantou US$ 287 milhões.
Os recursos conquistados em 2024 pelas deep techs brasileiras mais bem-sucedidas estão bem abaixo desse patamar, de acordo com os dados disponíveis. Na liderança, com US$ 23,6 milhões captados, consta uma empresa que criou uma tecnologia não invasiva de monitoramento da pressão intracraniana utilizada por mais de 80 hospitais e clínicas no Brasil.
O desempenho do Brasil se explica por uma característica peculiar de suas startups, pois a maioria delas surge para atender o mercado interno, que é grande o suficiente para sustentar as empresas. No entanto, as soluções não são escaláveis para outros mercados e, por isso, há mais dificuldade de atrair investimentos de fundos internacionais.
Fabrício Marques. Travas no investimento.
In: Pesquisa FAPESP, n.º 359, jan./2026, p. 19-20 (com adaptações).

Infere-se do texto CG1A2-II que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Infere-se que as startups brasileiras, por atenderem só o mercado interno, não têm soluções escaláveis para outros mercados.

O último parágrafo diz que a maioria das startups surge para atender o mercado interno e que as soluções não são escaláveis para outros mercados. Disso se infere que a escala de produção delas se restringe à demanda interna.

Análise das alternativas

B: o texto não afirma que a empresa lidera a produção de equipamentos, apenas que ela captou mais recursos. C: não se afirma que a empresa argentina lidera a oferta de monitoramento na América Latina. D: o texto indica o contrário, pois há dificuldade de captar capital privado. E: o texto diz que a empresa chilena captou muito, e não que lidera a produção de alimentos veganos.

Referência: Interpretação de texto: inferência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ver gabarito

Gabarito: A

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito oficial definitivo — Conhecimentos Gerais (P1)