Gabarito disponível
Texto CG1A1
O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.
O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.
Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.
Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.
Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.
O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.
Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo.
Internet: <www.paulogaia.com.br> (com adaptações).
Acerca da pontuação no segundo período do segundo parágrafo do texto CG1A1, é correto afirmar que
Resolução comentada
Os travessões isolam um aposto explicativo e podem ser substituídos por parênteses sem prejuízo.
No trecho "décadas — às vezes séculos — de conhecimento", os travessões isolam uma expressão intercalada e explicativa. Parênteses exercem a mesma função de isolar a intercalação, mantendo a correção gramatical e o sentido.
Análise das alternativas
A) Reticências indicam interrupção ou suspensão e alterariam o sentido e a estrutura. B) Vírgula e ponto e vírgula não formam par para isolar a intercalação; o ponto e vírgula seria incorreto. D) Eliminar os travessões, sem outro sinal, alteraria a leitura do trecho, pois a intercalação ficaria sem isolamento. E) Substituir apenas um por vírgula e eliminar o outro deixaria a intercalação sem o fechamento adequado.
Referência: Pontuação: travessão, parênteses e vírgula como sinais de isolamento de expressões intercaladas.
Resolução comentada do VaiConcursos.