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Texto CB1A1-I
A 30.ª Conferência do Clima da ONU (COP 30), realizada em Belém – PA, em novembro de 2025, terminou com decisões consideradas insuficientes diante da gravidade da crise climática. Temas centrais como a eliminação dos combustíveis fósseis e o enfrentamento ao desmatamento ficaram de fora dos resultados, enquanto o financiamento climático — elemento crucial para reparação histórica e apoio aos países em desenvolvimento — avançou pouco e segue distante do que seria um compromisso justo, público e acessível.
Por outro lado, a COP 30 registrou conquistas históricas. Após quatro conferências com restrições à participação social, Belém se tornou palco de uma mobilização global inédita. A Cúpula dos Povos reuniu 25 mil pessoas e mais de mil organizações do mundo inteiro em cinco dias de plenárias, debates e articulações na Universidade Federal do Pará. A presença indígena também foi marcante: cerca de 3 mil representantes formaram uma grande aldeia na cidade. A Marcha Global pelo Clima levou 70 mil pessoas às ruas sob o lema “A resposta somos nós!”.
Também, pela primeira vez na história das COP, o tema do racismo ambiental ganhou destaque oficial. A presidência brasileira publicou uma declaração conclamando todas as nações a enfrentar as desigualdades que impactam de forma desproporcional pessoas negras, povos indígenas e comunidades tradicionais. O termo “afrodescendente” apareceu em documentos oficiais relativos à Transição Justa, ao Plano de Ação de Gênero e aos Objetivos Globais de Adaptação — um marco sem precedentes. O tema também foi transversal em diversos eixos da Cúpula dos Povos.
Outro avanço importante foi a aprovação do Plano de Ação de Gênero 2026-2034, com vitórias importantes após forte atuação de movimentos feministas, negros e latino-americanos. O documento reconhece defensoras ambientais, o trabalho de cuidados, a violência de gênero e, pela primeira vez, mulheres e meninas afrodescendentes como centrais na ação climática.
Apesar dos avanços históricos em temas como justiça de raça e gênero, participação social e transição justa, o resultado final ficou longe da urgência necessária para o enfrentamento da crise climática, sobretudo no que diz respeito à eliminação dos combustíveis fósseis, ao combate ao desmatamento e ao financiamento climático. “As divisões geopolíticas ficaram expostas”, afirmou Cristiane Ribeiro, do colegiado de gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC).
Internet: <www.inesc.org.br> (com adaptações).
Entende-se da leitura do texto CB1A1-I que
Resolução comentada
O texto afirma que o racismo ambiental ganhou destaque oficial pela primeira vez nas COP.
O terceiro parágrafo diz que 'pela primeira vez na história das COP' o tema do racismo ambiental ganhou destaque oficial. Logo, nenhuma COP anterior havia dado esse destaque, o que torna correta a B.
Análise das alternativas
A) O texto diz que o financiamento avançou pouco, e não que foi aprovado por protagonismo feminino. C) 'Inútil' é exagero; o texto diz apenas que o avanço foi pouco e distante do justo. D) 'Sem acesso às condições mínimas' é extrapolação não sustentada. E) O texto diz que as decisões foram insuficientes diante da gravidade da crise, não que esta foi desconsiderada.
Referência: Texto CB1A1-I, 3.º parágrafo.
Resolução comentada do VaiConcursos.