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Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) · Marinha do Brasil 2022

Questão 1 — Obstetrícia: Diabetes Mellitus Gestacional — Diagnóstico e Tratamento

Obstetrícia Diabetes Mellitus Gestacional — Diagnóstico e Tratamento

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) 2022 Superior

Marinha do Brasil · Quadro de Médicos do Corpo de Saúde da Marinha (CP-CSM-MD) — Área Médica · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Analise os dados da paciente abaixo:

Paciente 28 anos, Gesta III Para I Aborto I, parto cesáreo prévio por desproporção cefalopélvica com recém-nascido pesando 4.720g, apresenta como comorbidades hipertensão arterial crônica, síndrome do ovário policístico e obesidade (IMC 33 kg/m²). Refere sedentarismo e alimentação desbalanceada. Durante rotina de pré-natal do primeiro trimestre, paciente apresentou glicemia de jejum de 93 mg/dl, deu continuidade ao pré-natal na clínica da família e, com 25 semanas de gestação, realizou TOTG 75g com os seguintes valores encontrados: jejum 98 mg/dl; 1h 178 mg/dl; 2h 155 mg/dl.
Com base nas informações apresentadas, coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, assinalando a seguir a opção correta.

( ) Em relação ao diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG), a conduta adotada no pré-natal desta paciente foi acertada, pois a glicemia de jejum no primeiro trimestre apresentou valor normal, sendo indicada realização de TOTG 75g entre 24 e 28 semanas, quando então apresentaram-se valores alterados e só então foi diagnosticada diabetes mellitus gestacional.
( ) Após identificação da DMG, devem ser instituídas mudanças de estilo de vida, com dieta de baixo índice glicêmico e atividade física aeróbica de moderada intensidade, desde que não haja outra contraindicação para tal.
( ) Após instituído o tratamento nutricional, caso não sejam atingidos níveis glicêmicos ideais, o tratamento medicamentoso pode estar indicado, sendo a metformina o tratamento de primeira linha.
( ) Caso a gestante necessite iniciar tratamento medicamentoso de primeira linha, além do tratamento nutricional, ela teria sua DMG classificada como classe A1.
( ) DMG mal controlada pode acarretar possíveis complicações para o feto, como: macrossomia fetal, distócia de ombros, hipoglicemia neonatal, hiperbilirrubinemia neonatal e tocotraumatismo.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sequência V/F: F, V, F, F, V.

1ª falsa: o TOTG 75 g de 24 a 28 semanas é para quem tem jejum inicial <92 mg/dl; esta paciente tem fatores de risco e jejum de 93 mg/dl, que já fecha o diagnóstico de DMG (≥92 e <126) no primeiro trimestre. 2ª verdadeira: dieta e atividade física são a base do tratamento. 3ª falsa: a insulina é a primeira linha pela diretriz adotada. 4ª falsa: quem precisa de fármaco é classe A2, e A1 é a controlada só com dieta. 5ª verdadeira: macrossomia, distócia de ombro, hipoglicemia, hiperbilirrubinemia e tocotraumatismo são complicações da DMG mal controlada.

Análise das alternativas

A) Errada: marca a 1ª e a 4ª como verdadeiras e a 2ª como falsa. B) Errada: marca a 3ª como verdadeira e a 5ª como falsa. C) Errada: marca a 1ª e a 3ª como verdadeiras e a 2ª como falsa. E) Errada: marca a 4ª como verdadeira.

Referência: Diretrizes SBD e FEBRASGO – Diabetes mellitus gestacional.

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: D

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito final CP-CSM-MD 2022 — Área Médica — página 1