Gabarito disponível
Jorge, 34 anos, servidor de um tribunal, saiu de casa após uma discussão acalorada com a esposa. De acordo com ela, ao chegar em casa, dois dias depois, trazido por um colega, “ele estava sujo, sem falar coisa com coisa, cambaleando, esbarrando em tudo. O olho mexia de um jeito estranho. Ele dizia: ‘vão me pegar, vão me pegar... Estão atrás de mim. Me deixa voltar para o cartório, antes que eles mudem meu nome e levem todos os meus documentos’ (sic). Sem compreender aquela situação, eu perguntava, e ele me pedia para ficar em silêncio, como se alguém pudesse ouvir o que falávamos. Em alguns momentos, ele encostava o ouvido na parede, e falava algumas coisas sem nexo, dando a entender que estava ouvindo coisas. Fiquei muito assustada. Estou com ele há mais de 20 anos e nunca o vi manifestar nada parecido. Nunca foi de beber ou usar droga. Preocupada, com medo e sem saber como agir, entrei em contato com a psicóloga do tribunal que o acompanha” (sic).
Considerando o caso hipotético apresentado, julgue os próximos itens, relativos a psicopatologia, à atuação do psicólogo, e à intervenção de saúde mental no âmbito laboral.
A prevenção terciária não seria uma estratégia possível em se tratando do caso de Jorge, bem como extrapolaria o papel da psicóloga que atua no tribunal.
Prevenção terciária é possível no caso de Jorge e cabe à psicóloga do tribunal.
A prevenção terciária visa reduzir as consequências e prevenir complicações, recaídas e incapacidades de um quadro já instalado, por meio de acompanhamento, encaminhamento, reabilitação e reinserção ao trabalho. Isso é compatível com o papel do psicólogo organizacional e do trabalho, em articulação com a rede de saúde.
Análise das alternativas
A) Errada: afirma impossibilidade e extrapolação do papel, o que não procede. B) Correta: a prevenção terciária é possível e cabe à atuação da psicóloga.
Referência: Níveis de prevenção em saúde mental no trabalho.
Resolução comentada do VaiConcursos.