Gabarito disponível
O exame clínico revelou desidratação, emagrecimento (IMC 19,5 kg/m2; peso: 50 kg; altura: 160 cm), distensão abdominal e dor epigástrica. As investigações laboratoriais mostraram contagem de glóbulos brancos total de 9 500 mm3 e potássio sérico de 3 mEq/l (hipocalemia). Radiografia simples do abdome revelou dilatação gástrica. Ultrassonografia foi normal. Endoscopia digestiva alta mostrou estômago e duodeno dilatados. TC com contraste revelou estômago grosseiramente distendido e na terceira parte do duodeno ao nível da origem da artéria mesentérica superior havia estreitamento abrupto.
Qual a melhor hipótese diagnóstica?
Resolução comentada
Compressão da 3ª porção do duodeno pela AMS em paciente emagrecida: síndrome de Wilkie.
Vômitos recorrentes, perda de peso, dilatação gástrica e duodenal proximal, com estreitamento abrupto da terceira porção do duodeno no nível da origem da artéria mesentérica superior à TC, caracterizam a síndrome da artéria mesentérica superior (síndrome de Wilkie). A perda ponderal reduz o coxim adiposo e o ângulo aortomesentérico, comprimindo o duodeno.
Análise das alternativas
A) Úlcera duodenal não causaria estreitamento extrínseco na 3ª porção nem esse quadro tomográfico. B) Linfoma gástrico apresentaria massa ou espessamento parietal na endoscopia. D) Síndrome de alça cega exige cirurgia prévia com alça anatômica excluída, causando má absorção. E) Divertículo de Meckel é anomalia ileal, sem relação com obstrução duodenal.
Referência: Tratado de Cirurgia (Sabiston/Townsend) – Síndrome da artéria mesentérica superior.
Resolução comentada do VaiConcursos.