Sem padrão de resposta — pratique a escrita
Texto-base:
Apelido engraçadinho
Papagaio, Sabonete, Sapo, Nenê Gordo e Geleia podem ter sido seus colegas de escola. Famosos no recreio ou no jogo de futebol. Mas são os principais inimigos da Justiça Gaúcha. Os principais criminosos.
Em comum, o apelido debochado, perverso, destacando um defeito. Um apelido para a turma rir. Um apelido para chacotar.
Há a tendência de acreditar que o apelido surgiu depois da fama criminosa, mas quem diz que não surgiu antes? Na infância? Enquanto os bandidos ainda nem sonhavam o que seriam.
O apelido é a arma carregada do bullying. Letal. Perigosa. Capaz de condicionar destinos e matar vocações.
Parece loucura, mas o apelido ruim ajuda o crime. Transforma crianças em atrações de circo. Ajuda a pessoa a se sentir ninguém, nada, desprezada. Se sou Geleia, se sou Nenê Gordo, tanto faz me esforçar, não terei futuro mesmo.
O apelido consagra a rejeição.
O apelido é a faixa de miss do monstro.
O apelido é o fim do caminho. A boca do lixo.
E não estou mencionando o apelido carinhoso, que qualquer um deseja, mas o apelido que se pretende engraçadinho. Que chama atenção de uma vergonha, de uma dificuldade na aparência.
O apelido mata a felicidade do feio. É a humilhação escolar; qualquer um já se vê derrotado antes de abrir a boca.
O apelido machuca, é como ser espancado verbalmente todo dia, toda hora.
Pense antes de dar um apelido. Mais do que um simples gesto de respeito, já é caso de segurança pública.
E quem diz isso é o Panqueca. Não terminei preso porque fui recheado de amor de pai e de mãe – foi o que me salvou.
CARPINEJAR, Fabrício. In: http://carpinejar.blogspot.com.br/2012/06/apelido-engracadinho.html
PROPOSTA DE REDAÇÃO
O texto de Fabrício Carpinejar aborda o problema dos apelidos. Prática muito comum em nosso convívio escolar e familiar. No entanto, apesar de comum, nem sempre imaginamos o impacto que um apelido pode gerar na pessoa que o “recebe”. Segundo Fabrício Carpinejar ele pode, até mesmo, “ajudar no crime”.
Reflita um pouco sobre este tema e, em seguida, crie um texto narrativo contando uma história (verídica ou não) relacionada ao uso de apelidos.
Selecione características marcantes para seus personagens e apresente-os ao leitor de modo claro.
A narrativa deverá ser escrita em 3ª pessoa e conter trechos construídos em discurso direto.
Lembre-se de criar um desfecho surpreendente para sua história.
Apelido engraçadinho
Papagaio, Sabonete, Sapo, Nenê Gordo e Geleia podem ter sido seus colegas de escola. Famosos no recreio ou no jogo de futebol. Mas são os principais inimigos da Justiça Gaúcha. Os principais criminosos.
Em comum, o apelido debochado, perverso, destacando um defeito. Um apelido para a turma rir. Um apelido para chacotar.
Há a tendência de acreditar que o apelido surgiu depois da fama criminosa, mas quem diz que não surgiu antes? Na infância? Enquanto os bandidos ainda nem sonhavam o que seriam.
O apelido é a arma carregada do bullying. Letal. Perigosa. Capaz de condicionar destinos e matar vocações.
Parece loucura, mas o apelido ruim ajuda o crime. Transforma crianças em atrações de circo. Ajuda a pessoa a se sentir ninguém, nada, desprezada. Se sou Geleia, se sou Nenê Gordo, tanto faz me esforçar, não terei futuro mesmo.
O apelido consagra a rejeição.
O apelido é a faixa de miss do monstro.
O apelido é o fim do caminho. A boca do lixo.
E não estou mencionando o apelido carinhoso, que qualquer um deseja, mas o apelido que se pretende engraçadinho. Que chama atenção de uma vergonha, de uma dificuldade na aparência.
O apelido mata a felicidade do feio. É a humilhação escolar; qualquer um já se vê derrotado antes de abrir a boca.
O apelido machuca, é como ser espancado verbalmente todo dia, toda hora.
Pense antes de dar um apelido. Mais do que um simples gesto de respeito, já é caso de segurança pública.
E quem diz isso é o Panqueca. Não terminei preso porque fui recheado de amor de pai e de mãe – foi o que me salvou.
CARPINEJAR, Fabrício. In: http://carpinejar.blogspot.com.br/2012/06/apelido-engracadinho.html
PROPOSTA DE REDAÇÃO
O texto de Fabrício Carpinejar aborda o problema dos apelidos. Prática muito comum em nosso convívio escolar e familiar. No entanto, apesar de comum, nem sempre imaginamos o impacto que um apelido pode gerar na pessoa que o “recebe”. Segundo Fabrício Carpinejar ele pode, até mesmo, “ajudar no crime”.
Reflita um pouco sobre este tema e, em seguida, crie um texto narrativo contando uma história (verídica ou não) relacionada ao uso de apelidos.
Selecione características marcantes para seus personagens e apresente-os ao leitor de modo claro.
A narrativa deverá ser escrita em 3ª pessoa e conter trechos construídos em discurso direto.
Lembre-se de criar um desfecho surpreendente para sua história.
Atenção às orientações:
– Redija um texto de 20 a 25 linhas, de acordo com a norma culta da língua.
– Dê um título a seu texto e estruture-o bem, com começo, meio e fim.
– Não utilize nenhum trecho dos textos apresentados nesta prova.
– Fique atento para não repetir palavras desnecessariamente; use sinônimos ou pronomes equivalentes.
– Faça letra legível, sem rasuras, utilizando caneta esferográfica de tinta azul ou preta.
Não se esqueça de transcrever sua redação para a Folha de Redação.