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A gordura do bem
01 Poucas questões na medicina foram unanimidade por
tanto tempo quanto o impacto das gorduras dos alimentos
sobre a saúde. Desde a década de 50, quando surgiram os
estudos iniciais avaliando a função do nutriente no
05 organismo, estabeleceram-se dois dos principais dogmas
da ciência da nutrição. O primeiro deles é que a gordura
saturada faz mal ao coração; em contrapartida, o outro
preceito ensina que a gordura insaturada protege as
artérias cardíacas. Uma dieta saudável, portanto, seria
10 aquela com menos quantidade possível de gordura
saturada e porções generosas de insaturada. Esses
conceitos, no entanto, começam a ser revistos. Estudos
recentes propõem uma mudança de orientação ao afirmar
que a gordura saturada não é assim tão vilã e a insaturada
15 nem sempre é a mocinha. Com base nas descobertas, as
recomendações sobre o consumo saudável de gorduras
passam por inédita reviravolta.
O exemplo mais claro dessa mudança de normas é o
da gordura saturada. Até recentemente, conforme os
20 manuais da boa alimentação, o máximo preconizado de
saturada era de 7% do total de calorias ingeridas
diariamente. Agora o limite foi estendido para 10%. No
Brasil, com o objetivo de orientar sobre as novas
recomendações, foi elaborada a mais ampla cartilha já
25 feita sobre a associação entre o consumo de gorduras e as
doenças cardiovasculares. “É a redenção da gordura”, diz
o cardiologista coordenador das novas orientações.
(Adaptado da revista Veja, 27 de junho de 2012)
A “redenção da gordura” (linha 26) está associada à seguinte informação:
Resolução comentada
A "redenção da gordura" refere-se à mudança nas recomendações sobre o consumo de gorduras.
O texto afirma que os dogmas estão sendo revistos e que o limite de gordura saturada passou de 7% para 10%. A "redenção" é, portanto, a mudança importante nas recomendações.
Análise das alternativas
A) Errada: o texto não diz que o excesso deixou de prejudicar. C) Errada: não fala em aumento da ingestão de insaturada revolucionando manuais. D) Errada: o texto não afirma que o descontrole no consumo não seja causa de doenças cardíacas.
Referência: Interpretação de texto: 'A gordura do bem' (Veja, 2012).
Resolução comentada do VaiConcursos.