Gabarito disponível
A voz do canavial
Voz sem saliva da cigarra,
do papel seco que se amassa,
de quando se dobra o jornal:
assim canta o canavial,
ao vento que por suas folhas,
de navalha a navalha, soa,
vento que o dia e a noite toda
o folheia, e nele se esfola.
Sobre o poema, é INCORRETO afirmar que a descrição
Resolução comentada
O vento não é a navalha; as folhas do canavial é que são comparadas a navalhas.
No poema, o vento passa pelas folhas, 'de navalha a navalha', e as folhas é que têm a aspereza cortante. O vento folheia o canavial e nele se esfola, ou seja, é o vento que se fere. Dizer que o vento é a navalha que corta o canavial inverte a imagem, por isso E é a incorreta.
Análise das alternativas
A) a voz do canavial é comparada à da cigarra. B) a aspereza das folhas destaca a rusticidade da plantação. C) o som do vento nas folhas é o foco. D) o canavial soa como papel seco que se amassa.
Referência: João Cabral de Melo Neto, A escola das facas; poesia concreta e áspera.
Resolução comentada do VaiConcursos.