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Texto-base:
TEXTO II
Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial

Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro
[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.
http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016
Leia a seguinte citação direta presente no texto II:
“Se os atletas entenderem o esporte como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade.” Assinale a alternativa que faz a análise correta da função da palavra grifada na citação referida (linhas 13 e 14):
TEXTO II
Esporte paralímpico não é inclusão social, diz ex-BBB tetracampeão mundial
Fernando Fernandes, paratleta e ex-BBB, fala sobre Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.
Imagem: Marlon Falcão/
Divulgação: Alexander Vestri
Do UOL, no Rio de Janeiro
[1] Após perder a vaga na disputa da paracanoagem, Fernando Fernandes não deixou passar a
oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Em vez do corpo, o
paratleta vai usar a voz: será comentarista da canoagem olímpica e apresentador das Paralimpíadas
na TV.
[5] “Quero transmitir o que significa o esporte, como ele pode transformar a sociedade. Estou aqui
pelo esporte”, afirma o ex-BBB durante festa na Parada Coca-Cola, no Porto Maravilha.
Em 2009, Fernando sofreu um acidente de carro e passou a se dedicar à paracanoagem
depois de ficar paraplégico. Agora o atleta busca defender a imagem do esporte paralímpico e,
principalmente, tirar a imagem de “coitadismo”. “As pessoas precisam entender que não é inclusão, e
[10] sim, exclusão social, porque estamos tirando os melhores atletas para representar o país. Trata-se de
esporte de alto rendimento”, explica.
A crítica também é direcionada aos próprios atletas. “É preciso que a gente se dê o respeito e
entenda que essa é nossa profissão, é como ganhamos dinheiro. Se os atletas entenderem o esporte
como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade. É
[15] preciso respeitar a condição, mas sem enxergar isso como uma forma de conseguir obter vantagem”,
insiste Fernando, que diz conversar com os colegas nos bastidores para transmitir um pouco de seu
modo de pensar.
Apesar de o Brasil ser uma das potências mundiais em esportes paralímpicos, no país ainda
prevalece a obscuridade sobre o tema. Para o tetracampeão mundial da paracanoagem, o que falta
[20] não é reconhecimento, mas conhecimento. “É preciso um trabalho de apresentação, mostrar como
funciona o esporte, como funciona a classificação funcional, para que as pessoas se aproximem
mais”, acredita.
http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/esporte-paralimpico-nao-e-inclusao-social-diz-ex-bbb-tetracampeao-mundial.htm
Texto adaptado.
Acesso em: 24/09/2016
Leia a seguinte citação direta presente no texto II:
“Se os atletas entenderem o esporte como inclusão social, uma forma de se beneficiar da sua condição, vamos perder credibilidade.” Assinale a alternativa que faz a análise correta da função da palavra grifada na citação referida (linhas 13 e 14):