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Texto-base:
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO I
Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência
24 de setembro de 2014
Natália da Luz, Por dentro da África
1 Rio – Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência
de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento
das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria
“humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada
5 quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos.
– De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu
sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em
entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela
Universidade de Stellenbosch (África do Sul). (...)
10 – No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode
ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Ele descreve tanto o ser humano
como “ser-com-os-outros” e prescreve que “ser-com-os-outros” deve ser tudo. (...)
Disponível em: «htpp://www.pordentrodaafrica.com» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto I
pilares: bases
implica: dá a entender
prescreve: determina
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
Tendo em vista os textos I e II, pode-se afirmar que:
Leia os textos I, II e III e assinale uma única alternativa em cada uma das questões a seguir.
TEXTO I
Ubuntu: a filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência
24 de setembro de 2014
Natália da Luz, Por dentro da África
1 Rio – Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência
de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento
das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria
“humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada
5 quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos.
– De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu
sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em
entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela
Universidade de Stellenbosch (África do Sul). (...)
10 – No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode
ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Ele descreve tanto o ser humano
como “ser-com-os-outros” e prescreve que “ser-com-os-outros” deve ser tudo. (...)
Disponível em: «htpp://www.pordentrodaafrica.com» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto I
pilares: bases
implica: dá a entender
prescreve: determina
TEXTO II
Ubuntu, o que a África tem a nos ensinar
28 de abril de 2015
(...)
1 A jornalista e filósofa Lia Diskin, durante o Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis,
em 2006, contou o seguinte caso de uma tribo na África: “Um antropólogo estava estudando os usos
e costumes da tribo Ubuntu e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o
levaria até o aeroporto de volta pra casa. Como tinha muito tempo ainda até o embarque, ele propôs,
5 então, uma brincadeira para as crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo num cesto bem bonito
com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que,
quando ele dissesse ‘já!’, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia
todos os doces que estavam lá dentro.
10 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram
pelo sinal combinado. Quando ele disse ‘Já!’, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos
e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma
15 só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente
responderam:
– Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou pasmo. Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia
compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição,
20 certo?
Ubuntu significa: “Eu sou porque nós somos” ou, em outras palavras, “Eu só existo porque nós
existimos”.
“Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” A resposta
singela da criança é profunda e vital, pois está carregada de valores como respeito, cortesia,
25 solidariedade, compaixão, generosidade, confiança – enfim, tudo aquilo que nos torna humanos e
garante uma convivência harmoniosa em sociedade.
Ubuntu exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. É, ao mesmo
tempo, um conceito moral, uma filosofia e um modo de viver que se opõe ao narcisismo e ao
individualismo tão comuns em nossa sociedade ocidental capitalista. Enquanto a ideia europeia sobre
30 a natureza humana baseia-se na ideia de liberdade, de que os indivíduos têm o poder da livre
escolha, a ideia africana do ubuntu repousa sobre a ideia da comunidade, de que pessoas dependem
de outras pessoas para serem pessoas.
Segundo o espírito de ubuntu, as pessoas não devem levar vantagem pessoal em detrimento
do bem-estar do grupo. Para que uma pessoa seja feliz será preciso que todas do grupo se sintam
35 felizes. Estamos conectados uns com os outros e essa relação estende-se aos ancestrais e aos que
ainda nascerão.
Disponível em: «http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/ubuntu-o-que-a-africa-tem-a-nos-ensinar/» Acesso em 29 de agosto de 2017.
Vocabulário do texto II
antropólogo: aquele que estuda sobre o ser humano
narcisismo: amor excessivo a si mesmo
detrimento: prejuízo
Tendo em vista os textos I e II, pode-se afirmar que:
Resolução comentada
Princípio comum: conexão harmoniosa e solidária entre as pessoas.
Ambos os textos apresentam o ubuntu como a ideia de que as pessoas existem em relação umas com as outras, com respeito, solidariedade e empatia.
Análise das alternativas
A) O que ocorre com um afeta o coletivo. B) O ubuntu é de origem africana, não asiática. D) O texto II diz que a relação se estende aos ancestrais e aos que ainda nascerão.
Referência: Textos I e II; comparação de textos.
Resolução comentada do VaiConcursos.