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TEXTO III
MEDO
(Ana Lúcia Santana)
1 O medo é uma sensação real, e pode ser um amigo ou um inimigo do homem. É
2 normal que, diante dos perigos reais da existência, a primeira reação seja o medo, pois em
3 seu aspecto normal, saudável, ele nos preserva dos perigos, nos alerta para as ameaças e,
4 diante deste sentimento, pode-se agir ou fugir. Dependendo do contexto, tanto um quanto o
5 outro pode ser positivo, tudo depende dos limites de cada ser.
6 Todos enfrentam medos os mais diversos em determinados momentos da vida – da
7 morte, de doenças, da violência, de um acidente, da velhice, entre outros. Ele surge, às
8 vezes, do nada; outras vezes de uma forma crescente, na mente das pessoas, e pode tanto
9 estimular ações construtivas quanto se tornar uma sombra ameaçadora, quando assume o
10 aspecto do pânico, tomando conta da consciência e impedindo qualquer ação ou reação,
11 paralisando as pessoas. Nestes casos, é necessário procurar um tratamento, para que se
12 possa vencer este monstro devorador, antes de ser completamente dominado por ele,
13 principalmente na esfera dos pensamentos, pois em seu grau extremo ele impede o
14 funcionamento da Razão.
15 Geralmente os medos provêm de fatores conhecidos, assim a maior parte das
16 pessoas sabe o que temem. Algumas vezes, porém, eles são aparentemente irreais, ou seja,
17 não se sabe de onde vêm e porque nasce esta sensação – é como uma premonição, quando
18 se sabe que algo está ali ou vai acontecer, mas não se consegue definir. Ao se ter
19 consciência do que nos assusta, esse medo desaparece, pois normalmente temos receio do
20 desconhecido. Assim, quando a criança acredita realmente que há um monstro sob sua
21 cama, ele sente o medo crescer dentro de si. Mas, quando se prova para ela que não há
22 nada lá, ela se liberta desta emoção.
23 Para vencer os medos excessivos, é preciso recorrer aos mecanismos do nosso
24 inconsciente, acreditar no seu poder e se esforçar para mudar algumas de nossas crenças.
25 Ficamos livres do medo destrutivo quando descobrimos suas fontes. Este medo que foge à
26 razão deve ser defrontado, pois ele provém da ligação que nossa mente realiza com as
27 experiências frustrantes. Assim, se a pessoa continuar mentalizando que as vivências
28 negativas se repetirão, elas realmente sucederão novamente.
29 Em nossa sociedade, submetida a uma violência crescente, a condições de vida
30 estressantes, não é difícil a pessoa mergulhar em transtornos relacionados ao medo, como
31 a síndrome do pânico, mas também é possível reagir e buscar uma melhor qualidade de
32 vida, transformando, assim, este sentimento em algo que estimule uma ação construtiva, no
33 sentido de converter o medo em algo normal e saudável, protetor e preservativo, despido
34 deste aspecto patológico de que ele se reveste atualmente.
http://www.casadobruxo.com.br/
http://vilamulher.com.br/bem-estar/motivacao/de-onde-vem-seu-medo-11-1-71-40.html
http://www.nova-acropole.org.br/
Acesso em 24/5/2018 às 16h05
É possível afirmar que, entre os trechos destacados do TEXTO III “É normal que a primeira reação seja o medo” (l. 1) e “perigos reais da existência” (l. 2) é estabelecida, respectivamente, ou seja, nessa ordem, uma relação de:
Resolução comentada
Relação entre “É normal que a primeira reação seja o medo” e “perigos reais da existência”.
O primeiro trecho apresenta o fato (reagir com medo é normal). O segundo, introduzido por “diante dos”, aponta o que provoca essa reação, ou seja, a causa do medo.
Análise das alternativas
Os perigos não são consequência, conclusão, finalidade nem opinião: são o motivo do medo. Por isso A, C, D e E não se aplicam.
Referência: Relações lógico-semânticas no texto: causa e consequência.
Resolução comentada do VaiConcursos.