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Colégio Militar do Rio de Janeiro 2019

Questão discursiva PROPOSTA DE REDAÇÃO — Redação: Texto Dissertativo-Argumentativo

Redação Texto Dissertativo-Argumentativo

Discursiva Colégio Militar do Rio de Janeiro 2019 Fundamental

Colégio Militar do Rio de Janeiro · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio — Prova de Português · Questão PROPOSTA DE REDAÇÃO

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

PROPOSTA DE REDAÇÃO
Ao longo desta prova, lemos e refletimos sobre a importância da memória na construção do que somos como seres humanos. Agora é sua vez de falar a respeito desse tema.

Texto I
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e prosa em um volume. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1983. p. 266.)

Texto II
Tirinha de Armandinho em três quadrinhos. 1º: ao lado de um arquivo de gavetas, uma fala diz: “Digitalizei todos os documentos! A papelada foi toda pra reciclagem!” 2º: o adulto (só as pernas aparecem) e Armandinho; o adulto diz “Salvei tudo em um pen drive, a memória digital!” e Armandinho responde “Minha nossa...”. 3º: Armandinho pergunta “E onde está essa memória, filho?”; o adulto responde “Guardei! Só não lembro onde...”. Assinatura: Alexandre Beck 24/1/17.
(BECK, Alexandre. “Armandinho”. Disponível em https://tirasarmandinho.tumblr.com/search/mem%C3%B3ria. Acesso em: 22/07/2019.)

Texto III
Na juventude, conseguimos nos lembrar de toda a nossa curta vida. Mais tarde, a memória vira uma coisa feita de retalhos e remendos. É um pouco como a caixa-preta que os aviões carregam para registrar o que acontece num desastre. Se nada der errado, a fita se apaga sozinha. Então, se você se arrebenta, o motivo se torna óbvio; se você não se arrebenta, então o registro de sua viagem é muito menos claro.
(BARNES, Julian. O sentido de um fim. Rio de Janeiro: Rocco, 2019. p. 125.)

Texto IV
Até onde remonto as minhas lembranças, encontro-me fascinado pela memória. Ela retém o cimento do espírito, o segredo da nossa identidade; a memória entrega-nos à vertigem do ser e do tempo. [...] a memória, a minha memória, não guarda mais do que um pálido reflexo do instante que vivi e que me esforço, neste instante, por fazer reviver. Em certa medida, só posso fazer reviver o instante que vivi sem tentar abafar o instante que vivo. [...]
Acreditei durante muito tempo que a memória servia para lembrar; sei agora que ela serve sobretudo para esquecer.
(CHAUNU, Pierre. “O filho da morta”. In: Ensaios de Ego-história. p. 63-4.)

Lembrar ou esquecer: eis a grande questão. Em que medida as vivências compõem a nossa história?
A partir da leitura dos textos desta prova e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade formal escrita da língua portuguesa sobre o tema: O valor da memória na construção de histórias individuais ou coletivas. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista.

INSTRUÇÕES:
• redija seu texto, com, no mínimo, 20 linhas e, no máximo, 30;
• atribua um título.

IMPORTANTE:
Será atribuído grau zero à redação do(a) candidato(a), caso
• se identifique;
• produza um texto com menos de 17 linhas;
• produza um texto ilegível;
• não atenda ao tema e ao tipo textual;
• não utilize caneta esferográfica azul ou preta;
• apresente apenas o rascunho.

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