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Texto-base:
Texto III:
O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
Nos versos O bicho não era um cão / Não era um gato / Não era um rato, a enumeração relacionada a
esses bichos cria uma expectativa com o objetivo de
Texto III:
O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
Nos versos O bicho não era um cão / Não era um gato / Não era um rato, a enumeração relacionada a
esses bichos cria uma expectativa com o objetivo de
Resolução comentada
A enumeração cria expectativa para o impacto da revelação final.
Ao negar que fosse cão, gato ou rato, o poeta prepara o leitor para a revelação: 'era um homem'. O choque sensibiliza para a condição humana degradada.
Análise das alternativas
A e B não se relacionam ao sentido do poema. D: os bichos não são caracterizados. E: o descarte de resíduos é só o cenário.
Referência: Manuel Bandeira, O bicho
Resolução comentada do VaiConcursos.