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Texto-base:
TEXTO 1
Quem são os heróis?
Os heróis da mitologia clássica possuem poderes maiores que os de um ser humano comum, mas não são imortais, com exceção de Hércules!
Hoje identificamos os heróis como pessoas que são dotadas de rara coragem e
que enfrentaram imensas dificuldades em defesa de um povo ou de um ideal. Na mitologia
clássica, também era mais ou menos assim. Na verdade, os heróis gregos e romanos eram,
em geral, filhos de um deus com um mortal, e isso os fazia possuir poderes bem maiores
5 do que os seres humanos comuns.
Alguns desses semideuses eram extremamente fortes, como Héracles (o nosso
Hércules), filho de Zeus, o deus que governava o Olimpo, com a bela Alcmena, uma
princesa mortal. Outros tinham raras habilidades, caso de Orfeu (filho do deus Apolo e da
musa Clio), o qual, com seu canto maravilhoso, acalmava os mares e as feras. Dentre os
10 romanos, o maior herói foi Eneias, filho do príncipe troiano Anquises e da deusa Vênus.
A obra Eneida, do poeta latino Virgílio, conta as aventuras de Eneias para se tornar rei do
norte da Itália.
Havia também heróis nascidos apenas de mortais, como o valente Jasão, filho
de Esão (rei de Iolcos) e de Alcimede; e o astuto Teseu (filho de Egeu, rei de Atenas, e de
15 Etra, filha do rei Trezena). Há versões, porém, que colocam esse herói como filho de
Posêidon, deus dos mares.
Apesar de possuírem dons especiais, todos os semideuses e heróis eram
mortais, como qualquer ser humano. Héracles – ou Hércules –, porém, ganhou o dom da
imortalidade depois que morreu, indo morar no monte Olimpo com os outros deuses.
ORTEGA, Denise. Os doze trabalhos de Hércules (adaptado da obra de Monteiro Lobato). São Paulo: Globo, 2012. (Com adaptações)
TEXTO 2
Artur torna-se rei
Quando morreu o rei Uter Pendragon, Artur tinha dezesseis anos e continuava vivendo
com Antor, que o criava como se fosse seu filho. O rei ficou sem herdeiro, e uma terra sem senhor não
vale grande coisa! Os grão-senhores, como não conseguiram chegar a um acordo, foram aconselhar-
se com Merlim.
5 “Diga-nos quem devemos escolher. Confiamos em você.”
Merlim respondeu, depois de muito pensar:
“Logo será Natal. Reúnam para essa festa todos os nobres do reino e esperem o sinal que
Deus lhes mandará.”
Assim, na véspera do Natal, todos se reuniram em Logres, sob a hospitalidade do
10 arcebispo. Antor também foi, com Artur e com o filho, Keu. Todos esperavam o sinal que Merlim
anunciara. Ora, na manhã do Natal, ao saírem da igreja, todos viram, diante do portal, uma grande
pedra quadrada. Vinda de onde? Ninguém sabia! Uns diziam: “Do céu!”; outros: “Do diabo!”.
O arcebispo se aproximou. Havia uma espada cravada na pedra até a guarda, e o botão do
seu punho trazia gravado, em letras douradas: “Quem for capaz de tirar a espada será rei”. Todos os
15 nobres começaram a discutir para decidir quem seria o primeiro a tentar, pois parecia ser muito fácil!
Logo perderam a alegria: nenhum deles conseguiu tirar a espada.
Os adolescentes, zombeteiros, olhavam para os mais velhos.
“Por que nós também não tentamos?”, sugeriu Artur.
Deram-lhes permissão. Artur adiantou-se até a pedra, agarrou a espada e puxou-a. Ela saiu
20 com a maior facilidade, como se estivesse enfiada numa porção de manteiga! Todos ficaram de boca
aberta. A lâmina da espada brilhava como um punhado de velas acesas. E trazia gravado seu nome:
Excalibur.
Os grão-senhores, após se recuperarem de sua surpresa, resmungaram: seria possível que aquele
rapaz, que ainda nem era cavaleiro e cujo nascimento era obscuro, fosse o rei designado pelo céu? [...]
25 Aconselhado por Merlim – que permanecia a seu lado –, Artur aceitou. Conduziu-se de
maneira tão generosa e leal que conquistou a estima de todos os grandes barões, os quais não puderam
encontrar nele o menor defeito e tiveram de se submeter.
Merlim revelou-lhes então o segredo de seu nascimento e que aqueles grão-senhores
haviam eleito, sem saber, o filho de seu falecido rei. A satisfação de todos foi enorme.
30 Artur foi coroado rei na manhã de Pentecostes. [...] Empunhando a espada Excalibur com
as duas mãos unidas, ergueu-a e jurou fazer reinar na terra a paz, a lealdade e a justiça, na medida de
suas forças.
(Com adaptações) MIRANDE, Jacqueline. Contos e lendas dos cavaleiros da Távola Redonda. São Paulo: Schwarcz, 2009.
Ao analisar os Textos 1 e 2, podemos concluir que
TEXTO 1
Quem são os heróis?
Os heróis da mitologia clássica possuem poderes maiores que os de um ser humano comum, mas não são imortais, com exceção de Hércules!
Hoje identificamos os heróis como pessoas que são dotadas de rara coragem e
que enfrentaram imensas dificuldades em defesa de um povo ou de um ideal. Na mitologia
clássica, também era mais ou menos assim. Na verdade, os heróis gregos e romanos eram,
em geral, filhos de um deus com um mortal, e isso os fazia possuir poderes bem maiores
5 do que os seres humanos comuns.
Alguns desses semideuses eram extremamente fortes, como Héracles (o nosso
Hércules), filho de Zeus, o deus que governava o Olimpo, com a bela Alcmena, uma
princesa mortal. Outros tinham raras habilidades, caso de Orfeu (filho do deus Apolo e da
musa Clio), o qual, com seu canto maravilhoso, acalmava os mares e as feras. Dentre os
10 romanos, o maior herói foi Eneias, filho do príncipe troiano Anquises e da deusa Vênus.
A obra Eneida, do poeta latino Virgílio, conta as aventuras de Eneias para se tornar rei do
norte da Itália.
Havia também heróis nascidos apenas de mortais, como o valente Jasão, filho
de Esão (rei de Iolcos) e de Alcimede; e o astuto Teseu (filho de Egeu, rei de Atenas, e de
15 Etra, filha do rei Trezena). Há versões, porém, que colocam esse herói como filho de
Posêidon, deus dos mares.
Apesar de possuírem dons especiais, todos os semideuses e heróis eram
mortais, como qualquer ser humano. Héracles – ou Hércules –, porém, ganhou o dom da
imortalidade depois que morreu, indo morar no monte Olimpo com os outros deuses.
ORTEGA, Denise. Os doze trabalhos de Hércules (adaptado da obra de Monteiro Lobato). São Paulo: Globo, 2012. (Com adaptações)
TEXTO 2
Artur torna-se rei
Quando morreu o rei Uter Pendragon, Artur tinha dezesseis anos e continuava vivendo
com Antor, que o criava como se fosse seu filho. O rei ficou sem herdeiro, e uma terra sem senhor não
vale grande coisa! Os grão-senhores, como não conseguiram chegar a um acordo, foram aconselhar-
se com Merlim.
5 “Diga-nos quem devemos escolher. Confiamos em você.”
Merlim respondeu, depois de muito pensar:
“Logo será Natal. Reúnam para essa festa todos os nobres do reino e esperem o sinal que
Deus lhes mandará.”
Assim, na véspera do Natal, todos se reuniram em Logres, sob a hospitalidade do
10 arcebispo. Antor também foi, com Artur e com o filho, Keu. Todos esperavam o sinal que Merlim
anunciara. Ora, na manhã do Natal, ao saírem da igreja, todos viram, diante do portal, uma grande
pedra quadrada. Vinda de onde? Ninguém sabia! Uns diziam: “Do céu!”; outros: “Do diabo!”.
O arcebispo se aproximou. Havia uma espada cravada na pedra até a guarda, e o botão do
seu punho trazia gravado, em letras douradas: “Quem for capaz de tirar a espada será rei”. Todos os
15 nobres começaram a discutir para decidir quem seria o primeiro a tentar, pois parecia ser muito fácil!
Logo perderam a alegria: nenhum deles conseguiu tirar a espada.
Os adolescentes, zombeteiros, olhavam para os mais velhos.
“Por que nós também não tentamos?”, sugeriu Artur.
Deram-lhes permissão. Artur adiantou-se até a pedra, agarrou a espada e puxou-a. Ela saiu
20 com a maior facilidade, como se estivesse enfiada numa porção de manteiga! Todos ficaram de boca
aberta. A lâmina da espada brilhava como um punhado de velas acesas. E trazia gravado seu nome:
Excalibur.
Os grão-senhores, após se recuperarem de sua surpresa, resmungaram: seria possível que aquele
rapaz, que ainda nem era cavaleiro e cujo nascimento era obscuro, fosse o rei designado pelo céu? [...]
25 Aconselhado por Merlim – que permanecia a seu lado –, Artur aceitou. Conduziu-se de
maneira tão generosa e leal que conquistou a estima de todos os grandes barões, os quais não puderam
encontrar nele o menor defeito e tiveram de se submeter.
Merlim revelou-lhes então o segredo de seu nascimento e que aqueles grão-senhores
haviam eleito, sem saber, o filho de seu falecido rei. A satisfação de todos foi enorme.
30 Artur foi coroado rei na manhã de Pentecostes. [...] Empunhando a espada Excalibur com
as duas mãos unidas, ergueu-a e jurou fazer reinar na terra a paz, a lealdade e a justiça, na medida de
suas forças.
(Com adaptações) MIRANDE, Jacqueline. Contos e lendas dos cavaleiros da Távola Redonda. São Paulo: Schwarcz, 2009.
Ao analisar os Textos 1 e 2, podemos concluir que
Resolução comentada
O Texto 1 é predominantemente expositivo, pois informa sobre os heróis mitológicos.
O Texto 1 apresenta e explica quem são os heróis da mitologia clássica, com dados e exemplos. Isso caracteriza tipologia expositiva. O Texto 2 é narrativo.
Análise das alternativas
A) O Texto 1 não é narrativa. B) O Texto 2 é lendário, ficcional. C) O Texto 1 trata de mitologia e não é histórico. D) O Texto 1 não defende tese nem prova a existência de Hércules.
Referência: Tipologia textual: expositivo x narrativo.
Resolução comentada do VaiConcursos.