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Texto-base:
TEXTO 07
DITA CRÔNICA
Um dia desses estava assistindo a um filme que se passava no futuro. Uma das personagens da história era escritora, e numa determinada cena, ela aparece escrevendo seu livro num dispositivo semelhante a um tablet. Um tablet ultramoderno. O processo acontecia via comando de voz. Ou seja, ela falava e as palavras apareciam na tela do aparelho. Fiquei transtornada.
(...)
Eu sou de uma geração que viu muitas coisas mudarem no que se refere à tecnologia e comportamento. Aliás, adoro essa frase “sou de uma geração”. Já sou velha o suficiente para me colocar numa geração diferente de quem veio depois de mim e suficientemente jovem para que isso não me aborreça.
(...)
Eu comecei a viajar num futuro onde escrever utilizando um notebook seja tão vintage quanto hoje é escrever numa Olivetti Valentine. Já me imaginei uma coroa dessas superestilosas, com cabelos assumidamente brancos, bijuterias chamativas e óculos de armação grande, eu seria a sensação dos jovens da família. “Minha avó escreve num notebook!” diria meu neto adolescente aos seus amigos que iam viver na minha casa para ver tal apetrecho curioso, iam pedir para tocar a tela e digitar palavras aleatórias no teclado que lhes parecerá tão arcaico.
Mas e se eu nem tiver cabelos brancos quando a escrita for algo completamente diferente do que é agora? Sim, pois o futuro hoje chega cada vez mais rápido. Muito mais rápido que chegava no passado. Será que eu serei uma jovem mulher madura que não terá outra alternativa a não ser ditar crônicas para um plasma inteligente?
Eu não posso! Jamais conseguiria! Impossível! Eu preciso escrever com as mãos! Preciso sentir o percurso do pensamento saindo da cabeça, descendo pelos braços até sair pelas pontas dos dedos...
Depois de me acalmar, ponderei que as mudanças ocorrem paulatinamente. Não é que um dia eu vou acordar e meu notebook terá sido levado para um antiquário junto com outros objetos ultrapassados como Iphones e PlayStations. Eu não serei, de repente, obrigada por um IA a ditar minha crônica daquela semana. Não. Calma. Todo mundo fica calmo. As formas de comunicação vão mudando, evoluindo, e as pessoas vão explorando novas capacidades e aprendendo novas competências. Pronto. Não é o fim do mundo. Acho.
(...)
Vou viver o presente antes que ele se torne o passado e quando chegar a hora de “escrever” uma crônica falando, eu vejo o que faço. Falo. Digo. Dito.
Fonte: https://medium.com/@jujuwebel/. Acessada em 01 de setembro de 2020. Adaptada.
Glossário:
Antiquário – lojas de antiguidade.
Apetrecho – aparelho.
Arcaico – antigo.
Crônica – gênero textual cujo texto aborda fatos do quotidiano, com uma linguagem simples.
IA – inteligência artificial.
Olivetti Valentine – máquina de escrever.
Plasma inteligente – aparelho (smartphone ou tablet) cuja tela é de plasma (tipo de tela para celulares, tablets, monitores, televisões, etc...)
Tablet – aparelho parecido com um smartphone, porém pouco maior que ele. Tem funções parecidas com as do computador, também possui aplicativos e pode fazer e receber chamadas.
“Uma coroa dessas superestilosas” – Uma senhora que é bastante moderna em sua idade.
Vintage – refere-se a coisas antigas que conservam ou aumentam o valor com o passar do tempo.
No texto “Dita crônica”, temos no primeiro parágrafo a seguinte oração. “O processo acontecia via comando de voz. Ou seja, ela falava e as palavras apareciam na tela do aparelho.” A expressão em negrito apresenta uma relação de:

TEXTO 07
DITA CRÔNICA
Um dia desses estava assistindo a um filme que se passava no futuro. Uma das personagens da história era escritora, e numa determinada cena, ela aparece escrevendo seu livro num dispositivo semelhante a um tablet. Um tablet ultramoderno. O processo acontecia via comando de voz. Ou seja, ela falava e as palavras apareciam na tela do aparelho. Fiquei transtornada.
(...)
Eu sou de uma geração que viu muitas coisas mudarem no que se refere à tecnologia e comportamento. Aliás, adoro essa frase “sou de uma geração”. Já sou velha o suficiente para me colocar numa geração diferente de quem veio depois de mim e suficientemente jovem para que isso não me aborreça.
(...)
Eu comecei a viajar num futuro onde escrever utilizando um notebook seja tão vintage quanto hoje é escrever numa Olivetti Valentine. Já me imaginei uma coroa dessas superestilosas, com cabelos assumidamente brancos, bijuterias chamativas e óculos de armação grande, eu seria a sensação dos jovens da família. “Minha avó escreve num notebook!” diria meu neto adolescente aos seus amigos que iam viver na minha casa para ver tal apetrecho curioso, iam pedir para tocar a tela e digitar palavras aleatórias no teclado que lhes parecerá tão arcaico.
Mas e se eu nem tiver cabelos brancos quando a escrita for algo completamente diferente do que é agora? Sim, pois o futuro hoje chega cada vez mais rápido. Muito mais rápido que chegava no passado. Será que eu serei uma jovem mulher madura que não terá outra alternativa a não ser ditar crônicas para um plasma inteligente?
Eu não posso! Jamais conseguiria! Impossível! Eu preciso escrever com as mãos! Preciso sentir o percurso do pensamento saindo da cabeça, descendo pelos braços até sair pelas pontas dos dedos...
Depois de me acalmar, ponderei que as mudanças ocorrem paulatinamente. Não é que um dia eu vou acordar e meu notebook terá sido levado para um antiquário junto com outros objetos ultrapassados como Iphones e PlayStations. Eu não serei, de repente, obrigada por um IA a ditar minha crônica daquela semana. Não. Calma. Todo mundo fica calmo. As formas de comunicação vão mudando, evoluindo, e as pessoas vão explorando novas capacidades e aprendendo novas competências. Pronto. Não é o fim do mundo. Acho.
(...)
Vou viver o presente antes que ele se torne o passado e quando chegar a hora de “escrever” uma crônica falando, eu vejo o que faço. Falo. Digo. Dito.
Fonte: https://medium.com/@jujuwebel/. Acessada em 01 de setembro de 2020. Adaptada.
Glossário:
Antiquário – lojas de antiguidade.
Apetrecho – aparelho.
Arcaico – antigo.
Crônica – gênero textual cujo texto aborda fatos do quotidiano, com uma linguagem simples.
IA – inteligência artificial.
Olivetti Valentine – máquina de escrever.
Plasma inteligente – aparelho (smartphone ou tablet) cuja tela é de plasma (tipo de tela para celulares, tablets, monitores, televisões, etc...)
Tablet – aparelho parecido com um smartphone, porém pouco maior que ele. Tem funções parecidas com as do computador, também possui aplicativos e pode fazer e receber chamadas.
“Uma coroa dessas superestilosas” – Uma senhora que é bastante moderna em sua idade.
Vintage – refere-se a coisas antigas que conservam ou aumentam o valor com o passar do tempo.
No texto “Dita crônica”, temos no primeiro parágrafo a seguinte oração. “O processo acontecia via comando de voz. Ou seja, ela falava e as palavras apareciam na tela do aparelho.” A expressão em negrito apresenta uma relação de: