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Fundação VUNESP · Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) 2020

Questão discursiva REDAÇÃO — Língua Portuguesa: Redação — Texto Dissertativo

Língua Portuguesa Redação — Texto Dissertativo

Discursiva Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Capelão Militar do Exército · Caderno 001. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A · Questão REDAÇÃO

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

Texto 1
A COVID-19 é uma doença respiratória causada pelo vírus SARS-COV-2 e pode ser transmitida por gotículas expelidas pelo doente na tosse ou no espirro, o que pode contaminar outras pessoas direta ou indiretamente por objetos nos quais o vírus se instala. Em março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou estado de pandemia da COVID-19, ou seja, reconheceu que o surto da doença está ocorrendo com distribuição geográfica internacional de forma muito alargada e simultânea.
A OMS também declarou o distanciamento social como a melhor forma de evitar a disseminação da doença. Distanciamento social é medida adotada para limitar o convívio social com o objetivo de reduzir a propagação de determinada doença contagiosa. Portanto, a adoção de medida desse tipo é essencial para conter a disparada do número de casos de pessoas infectadas, o que evita tanto a sobrecarga no sistema de saúde quanto o aumento no número de mortes.
(Helivania Sardinha dos Santos. “Distanciamento social: o que é para que serve”. https://biologianet.com. Adaptado)

Texto 2
Um levantamento recente sobre o tema do luto diante de outros surtos de doenças infecciosas, como a cólera e o ebola, aponta que o isolamento dos doentes e a impossibilidade de realizar os rituais pós-morte específicos a cada cultura causam impacto negativo no processo de luto de uma comunidade. Ainda não temos estudos robustos sobre o real efeito do novo coronavírus nesse quesito e no chamado luto complicado – quando esse processo se torna um problema de saúde. Mas algumas pesquisas sugerem um aumento na intensidade e no prolongamento dos sintomas vivenciados pelo luto.
Não dizemos adeus da mesma forma que antes. Não podemos oferecer o amparo presencialmente. Não temos mais o olho no olho que acolhe e diz que, independentemente do que acontecer, estaremos presentes. Como familiares, a sensação de impotência é devastadora. E as despedidas, por que são importantes? Perder alguém é lidar com a necessidade de se tornar uma nova pessoa por meio de uma imposição de vida. Corresponder a essa imposição pode ser um dos maiores desafios da existência de alguém.
(Natalia Pavani. “Luto em tempos de pandemia: o que muda ao dizer adeus”. 17.06.2020. https://saude.abril.com.br. Adaptado)

Texto 3
A morte gera uma sucessão de eventos, sendo o primeiro o velório, que visa iniciar a elaboração da perda para vivenciar depois o luto. Destina-se, sobretudo, aos que ficam. A existência humana é feita de encontros e desencontros, chegadas e partidas. O velório e o sepultamento consistem num grande rito de despedida dos vivos em relação aos mortos.
A palavra velório tem sua raiz no verbo velar, vigiar. Passar aquelas horas acordadas vigiando a pessoa que morreu. A mística da Igreja afirma que qualquer vigília está ligada à vigília pascal, afirma Agostinho: “A vigília desta noite é tão importante que reivindica para si essa denominação, comum a todas as outras”. A Igreja em oração durante a vigília aguarda a aurora da luz, o Cristo ressuscitado.
A vigília fúnebre torna-se o momento de rezar na fé da ressurreição e prestar seu último tributo ao falecido e sentimentos aos familiares. Sendo o velório um momento riquíssimo para buscar-se compreender o sentido da morte na vida, ninguém deveria ser privado de participar dele. Mesmo as crianças podem e devem participar do velório. Essa participação é muito importante para que elas possam elaborar suas próprias questões sobre a morte. Outro aspecto importante é visualizar o corpo da pessoa falecida, pois não assistir a seu sepultamento pode trazer, para alguns, problemas sérios no futuro.
(Vanderlei Mengue Bock. “O culto aos mortos como lugar teológico a partir do tratado: o cuidado devido aos mortos em Santo Agostinho”. 2018. http://tede2.pucrs.br/tede2/bitstream/tede/8306/2/trabalho%20mestrado.pdf. Adaptado)

Com base nos seus conhecimentos e nos textos apresentados, escreva uma dissertação, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

A elaboração do luto durante a pandemia: entre a necessidade do distanciamento social e a importância dos rituais de despedida
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