Pular para o conteúdo

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) 2020

Questão discursiva Redação — Língua Portuguesa: Redação — Texto Dissertativo

Língua Portuguesa Redação — Texto Dissertativo

Discursiva 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Capelão Militar do Exército — Evangélico · Caderno 002 — Versão A · Questão Redação

Sem padrão de resposta — pratique a escrita

Texto-base:
Texto 1

O presente texto não é sobre moradores de rua, mas sobre empatia. Todas as pessoas possivelmente conhecem alguma história como a do Badú, um rapaz jovem que perambulava pelas ruas do bairro e, de vez em quando, era expulso pelos comerciantes do local. Ninguém sabia o nome real do rapaz. Todo mundo expulsava o Badú, mas todo mundo o ajudava também. Foram os mesmos comerciantes que levaram o rapaz ao hospital, quando um grupo de jovens – que desembarcaram de uma BMW preta – espancou o morador de rua com uma chave de roda. Badú morreu e com ele sumiu a história desconhecida de um rapaz, assim como os assassinos daquela noite. As pessoas que estão marginalizadas socialmente, seja pela exclusão social, pelos traumas ou pelos vícios, deveriam deixar de ser pessoas invisíveis, para tornarem-se simplesmente pessoas. Quando uma pessoa é vista, ela pode ser identificada.

(Victor Vasques. “Moradores de rua: os dois lados da moeda das pessoas invisíveis”. inovasocial.com.br, 10.01.2019. Adaptado)

Texto 2

“A empatia é a capacidade de entender emocionalmente outra pessoa. É conseguir se colocar no lugar dela e sentir o que ela poderia estar sentindo em determinada situação. Demonstramos empatia quando somos sensíveis a alguém e quando nos aproximamos da forma mais verdadeira possível, sem preconceitos ou julgamentos”, define o psicólogo Alesson Gomes. Contudo, a empatia, sentimento de grande valor, tem se mostrado escassa nos últimos dias em que poucos sabem se colocar no lugar do outro.
Para o psicólogo, “a grande dificuldade em praticar a empatia está na necessidade que sentimos de estarmos sempre certos ou de compararmos os comportamentos dos outros com os que teríamos na mesma situação, sem aceitar que cada pessoa é diferente. Muitas vezes nos apegamos demais às nossas convicções e, assim, não resta abertura para a diversidade de opiniões, culturas, crenças e ideais. Além de saber compreender o outro, posicionar-se de forma a ser compreendido é igualmente importante e difícil. Explicar a nossa percepção de forma clara e coerente, sem imposições, é o essencial para alcançar o outro. A empatia, portanto, precisa sair do discurso e ser praticada”, conforme explica Alesson.

(“Épocas de crise expõem necessidade de mais empatia na sociedade”. http://jornalceleiro.com.br, 15.05.2020. Adaptado)

Texto 3

Como bem diria Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, vivemos em tempos líquidos, em que mesmo a empatia se torna líquida e volátil, sendo utilizada apenas quando interessa. Quando achamos que a empatia é exercida pelos dois lados, pode ser que não o seja. O problema de ser empático é que, além de colocar-se no lugar do outro, é necessário ser forte o suficiente para entender e superar o fato de que uma parte das pessoas, talvez a maioria, não terá a mesma sensibilidade de também se colocar no lugar do outro.

(Everton Lopes. “O lado ruim da empatia”. osegredo.com.br, 22.12.2017. Adaptado)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva uma dissertação, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Empatia na contemporaneidade: entre o discurso e a prática
0 linhas · 0 palavras