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Empresário que levou coronavírus para Trancoso vira alvo de inquérito policial
Homem ignorou quarentena e infectou três pessoas
Um empresário cearense (Ec), apontado pelo Governo da Bahia como transmissor do novo coronavírus em Trancoso, distrito de Porto Seguro, extremo sul do estado, virou alvo de um inquérito policial.
A investigação foi aberta a pedido do Ministério Público da Bahia (MP). O órgão entende que o empresário ignorou recomendações de quarentena quando estava em São Paulo e viajou para Trancoso, mesmo sob suspeita de estar com a Covid-19. A viagem ocorreu no dia 12 de março e o teste com resultado positivo foi divulgado no sábado passado, dia 14.
Ao partir para Trancoso, o empresário espalhou o vírus para três pessoas: sua esposa (E), uma amiga (A) e o cozinheiro (Co) que trabalha para ele no distrito baiano.
O empresário cearense (Ec) está em isolamento em sua casa na praia de Itapororoca, em Trancoso, junto com outras 16 pessoas, entre familiares, amigos e funcionários.
Antes de viajar para a Bahia, o empresário cearense (Ec) esteve num casamento em Itacaré, no sul do estado, dia 7 de março. Na cerimônia, realizada em um resort de luxo, havia entre os 500 convidados um homem (H) de 26 anos de São Paulo que estava com Covid-19. Dias após a cerimônia, outros convidados do casamento também testaram positivo para o vírus.
Segundo o promotor de Justiça Thomás Raimundo Brito, hóspedes que estiveram no evento contraíram coronavírus, conforme exames realizados e cujos resultados foram divulgados posteriormente. No ofício, o MP solicita ainda que o hotel informe se os trabalhadores foram submetidos a exames.
(https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/empresario-que-levou-coronavirus-para-trancoso-vira-alvo-de-inquerito-policial/ . Adaptado)
Frente a essa situação, considerando-se os aspectos relacionados à vigilância epidemiológica, é correto afirmar que
Resolução comentada
Caso-índice é o primeiro caso identificado/notificado em um surto; aqui, Ec é o caso que desencadeou a investigação.
Na vigilância epidemiológica, o caso-índice é o primeiro caso notificado e identificado que motiva a investigação, mesmo que não seja o primário. Ec foi apontado pelo governo e pelo MP como o transmissor em Trancoso e é a partir dele que se identificam os contatos (E, A, Co). Por isso, nessa situação, ele é o caso-índice.
Análise das alternativas
A) O isolamento de contatos é medida de controle, não momento da investigação clínico-laboratorial. B) H viajou para os EUA e depois adoeceu em outro local; caso autóctone é o contraído no local de residência/identificação, e a infecção de H teria origem externa, sendo, portanto, importada/alóctone. D) Co se infectou em Trancoso, a partir de Ec, o que o torna autóctone, não alóctone. E) A testagem e a divulgação de resultados são etapas laboratoriais/de análise, não a etapa de campo, que envolve busca ativa, entrevistas e coleta de dados no local.
Referência: Guia de Vigilância em Saúde (Ministério da Saúde) – investigação epidemiológica de casos e surtos.
Resolução comentada do VaiConcursos.