Gabarito disponível
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.
Texto-base:
Leia o trecho destacado para responder às questões 22 e 23.
... O vereador fez esta reflexão: —Nada tenho que ver com a ciência; mas se tantos homens em quem supomos juízo são reclusos por dementes, quem nos afirma que o alienado não é o alienista? [Contos, p. 299].
Acerca do sentido da narrativa, o trecho destacado permite afirmar que
Resolução comentada
A tentativa de separar nitidamente razão e loucura é presunção absurda.
A fala do vereador sugere que o limite entre razão e loucura é incerto e que o próprio alienista pode ser o alienado. Segundo o gabarito, a pretensão de distinguir claramente os dois é um absurdo, próprio de desequilibrados como Bacamarte.
Análise das alternativas
A: o padre não afirma que só a teologia distingue. B: o texto questiona a autoridade do cientista. C: a loucura não se define por incapacidade de impor normas à própria vida. E: aplica ao caso da boticária uma leitura que não decorre do trecho.
Referência: Machado de Assis, O alienista, p. 299.
Resolução comentada do VaiConcursos.