Pular para o conteúdo

Fundação VUNESP · Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) 2021

Questão 11 — História do Brasil: Quilombos — Resistência Escrava

História do Brasil Quilombos — Resistência Escrava

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 008. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

As constantes reclamações, não só aquelas publicadas em periódicos da Corte, mas também as diversas cartas e petições enviadas para a Secretaria de Polícia da Província, informavam que os habitantes destes mocambos praticavam frequentes roubos na região, principalmente pirateando barcos, carregados de produtos, que navegavam os rios. Segundo as denúncias, os quilombolas usavam canoas – que mantinham escondidas nos manguezais dos inúmeros riachos afluentes do Iguaçu e Sarapuí — em seus assaltos e, “para evitarem os insultos dos salteadores – [quilombolas], alguns mestres daquelas lanchas têm pactuado com eles, pagando-lhes tributo de carne, farinha, etc.”. As dificuldades alegadas pelas autoridades para destruir os mocambos eram, entre outras, sua localização em regiões pantanosas de difícil acesso e a “conivência” com os quilombolas de comerciantes, taberneiros, cativos das plantações vizinhas, escravos remadores e lavradores.
(Flávio dos Santos Gomes, Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX. In: Flávio dos Santos Gomes e João José Reis (orgs.), Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil)
A partir do excerto, é correto afirmar que, em geral, as comunidades de escravos fugidos
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A localização geográfica era fator central para a sobrevivência e a autonomia dos quilombos, que mantinham contato com áreas de cultivo e comércio.

O excerto mostra mocambos em áreas pantanosas de difícil acesso, mas ligados a comerciantes, taberneiros e escravos das plantações vizinhas. Isso indica que a localização protegia contra repressão e mantinha contato com cultivo e comércio.

Análise das alternativas

A) Errada: o texto não fala de produção de algodão nem de articulação com proprietários opostos à ordem política do Império. C) Errada: não há menção a alianças com proprietários para sabotar grandes fazendas. D) Errada: o texto não trata da ausência de lideranças, e os saques não eram a única fonte de recursos. E) Errada: o texto mostra relações com o entorno, e não isolamento nem autossuficiência.

Referência: GOMES, Flávio dos Santos, em Liberdade por um fio.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ver gabarito

Gabarito: B

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito — 008. Prova Objetiva, Área: Magistério Biologia, Versão A (página 22)