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Comissão Organizadora do Processo Seletivo — Colégio Milita… · Colégio Militar Tiradentes — Polícia Militar do Distrito Federal (Brasília) 2022

Questão 4 — Língua Portuguesa: Interpretação de Texto — Ideia Central

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Ideia Central

Comissão Organizadora do Processo Seletivo — Colégio Militar Tiradentes (PMDF/DEC) 2022 Fundamental

Colégio Militar Tiradentes — Polícia Militar do Distrito Federal (Brasília) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental (ano letivo 2023)

Gabarito disponível

Texto-base:
A mala de Hana: Uma História Real

Toda semana havia uma nova restrição. Judeus não podiam frequentar o parque de diversões. Nem os campos de esporte. Nem os parques públicos. Logo, Hana não podia mais ir ao ginásio. Até mesmo o lago em que esquiavam estava proibido. Suas amigas — todas gentis — no começo também ficaram tão perplexas quanto Hana com as regras. Ainda se sentavam lado a lado na escola e aprontavam travessuras juntas dentro da classe e na hora do recreio.
— Ficaremos juntas para sempre, não importa o que aconteça — prometeu Maria, a melhor amiga de Hana. — Não vamos deixar que ninguém nos diga com quem vamos brincar!
Mas, aos poucos, conforme os meses se passavam, todas as colegas de Hana, inclusive Maria, pararam de visitá-la depois da escola e nos fins de semana. [...]
Com cada amigo perdido e a cada nova restrição, Hana e George sentiam que seu mundo ficava um pouco menor. Eles estavam bravos. Eles estavam tristes. E estavam frustrados.
— O que podemos fazer? — perguntavam aos pais. — Para onde podemos ir?
Mamãe e Papai fizeram o seu melhor para distrair as crianças, para ajudá-las a descobrir novas brincadeiras.
— Nós temos sorte — disse Mamãe —, porque temos um grande jardim. Vocês podem brincar de esconde-esconde. Podem balançar nas árvores. Podem inventar jogos. Podem brincar de detetive nos depósitos. Podem explorar a passagem secreta. Adivinhar charadas. Sejam gratos um pelo outro!
Hana e George eram gratos por terem um ao outro e também por brincarem juntos. Mas isso não aliviava a tristeza de não poderem mais fazer o que faziam antes nem ir àqueles lugares onde costumavam ir. Num lindo dia de primavera, quando o sol brilhava, os dois sentaram no quintal, entediados, brincando com a grama. De repente, Hana começou a chorar.
— Não é justo! — gritou. — Eu odeio isso! Quero que tudo volte a ser como antes!
Arrancou um punhado de grama e jogou as folhas no ar. Olhou para o irmão.
Sabia que ele estava tão triste quanto ela.
— Espere aqui — disse ele. — Eu tenho uma ideia.
Minutos depois, George estava de volta, com um bloco de papel, uma caneta, uma garrafa vazia e uma pá.
— Pra que tudo isso? — perguntou Hana.
— Talvez, se escrevermos todas as coisas que estão acontecendo com a gente, fiquemos mais aliviados.
— Isso é bobagem — respondeu Hana. — Não vai trazer nem o parque nem a diversão de volta. E não trará Maria de volta.
Mas George insistiu. Ele era, no fim das contas, o irmão mais velho, e Hana não tinha nenhuma outra ideia. Então, nas horas seguintes, as crianças derramaram sua infelicidade no papel, George escrevendo e Hana falando. Fizeram listas das coisas que faziam falta e das coisas que os enfureciam. Fizeram listas de todas as coisas que fariam e de todos os lugares para onde iriam quando aqueles tempos terríveis acabassem.
Quando terminaram, George pegou as folhas de papel, enrolou-as num tubo, colocou-as dentro da garrafa e fechou-a com uma rolha. Então, os dois andaram até a casa, parando embaixo do balanço duplo. Ali, Hana cavou um grande buraco: seria aquele seu esconderijo da tristeza e da frustração. George colocou a garrafa dentro do buraco e Hana cobriu-a de terra. Quando acabaram, o mundo parecia um pouquinho mais claro e brilhante, pelo menos naquele dia.
LEVINE, Karen. A mala de Hana: uma história real. São Paulo: Melhoramentos, 2007.

Compreender bem um texto envolve vários aspectos. Um dos mais importantes é o reconhecimento de sua ideia central, quando isso se faz necessário.
Acerca do texto lido, é correto afirmar que, nele, se conta a história de duas crianças que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Ideia central: crianças isoladas socialmente por serem judias.

O texto abre com "Judeus não podiam frequentar..." e mostra as restrições crescentes e o afastamento das amigas. Isso evidencia que Hana e George foram isolados socialmente por serem judeus.

Análise das alternativas

A) Errada: o texto não fala de classe social. B) Errada: não há menção a serem estrangeiros. C) Errada: as regras são impostas a eles, e a causa do isolamento é serem judeus, não recusarem regras. D) Errada: quem se afasta são as amigas, e as crianças não afastaram ninguém.

Referência: LEVINE, Karen. A mala de Hana: uma história real. Melhoramentos, 2007.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Ver gabarito

Gabarito: E

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito Definitivo (SEI/GDF 98532666) — página 1