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Publicitários buscam cara nova para a terceira idade
SÃO PAULO — Lucina Ratinho, de
68 anos, ri quando lembra da discussão
que a neta Isabela, de 12, travou na
escola, anos atrás. Era Dia da Avó e cada
criança tinha de levar uma foto da sua.
Isabela foi logo dizendo que a dela era a
mais bonita — o que, claro, foi contestado
pelos coleguinhas. “Aí, ela disse brava: ‘A
minha é muito mais bonita porque ela
corre! A de vocês não corre!’”
Pensando em idosos como Lucina, ultramaratonista, o diretor da agência
paulistana Garage.IM, Max Petrucci, começou um movimento para dar nova cara à
terceira idade brasileira. Ele e outros publicitários querem modernizar o símbolo (ou
pictograma, no termo técnico) do bonequinho curvado e apoiado em uma bengala.
[...]
“A forma de retratar o idoso tem de deixar de ser de uma pessoa decadente,
porque isso não é mais verdade. Sim, há perda de vitalidade, mas o idoso hoje vive
mais, está mais saudável, ativo e produtivo”, diz Petrucci. “O Brasil está em processo
de envelhecimento (da população) e mexer no símbolo é uma forma de
conscientização sobre o tema.”
A imagem do homem curvo e de bengala começou a aparecer no País no fim da
década de 1990, com o Estatuto do Idoso, e, no início dos anos 2000, com a sanção de
leis de atendimento e de assento preferenciais. O meio que popularizou o símbolo foi o
Metrô. “O Metrô de São Paulo fez uma pesquisa em outros sistemas de transporte e
chegou à imagem da pessoa curvada com a bengala. [...] Maria Barbosa, arquiteta,
conta que, em meados dos anos 2000, o Metrô atualizou o símbolo. “O boneco era
visto de perfil, o que acentuava a corcunda. Depois, ele foi posto de frente, mantendo-
se a bengala.” [...]
“Há uma imagem de 1600 a.C em que já aparecia um homem curvado, apoiado
por um pedaço de pau”, conta Karla Giacomin, ex-presidente do Conselho Nacional
dos Direitos do Idoso. “A velhice mudou muito em 3,6 mil anos, mas nos últimos 50
mais ainda.”
Se depender de Lucina, o pictograma correria. “Bem que podia ser um
bonequinho correndo, com um sorrisão na cara. Correr é o melhor remédio para o
idoso”, receita. “Eu vou durar 120 anos!”
(GUERRA, Denize, O Estado de S.Paulo, 23/01/2013).
Disponível em: <medium.com/@Total_Idade/publicit%C3%A1rios-buscam-cara-nova-para-a-terceira-idade-52af5e62f88b>. Com adaptação. Acesso em 25 de jun. de 2022.
É comum que os textos tenham uma ideia central, que resume o que foi apresentado, e ideias secundárias ou acessórias, que estão relacionadas à ideia central e a complementam. Sem ela, o texto pode, por exemplo, ficar confuso.
Acerca do texto lido, é correto afirmar que a ideia central dele é:
Resolução comentada
Ideia central: busca de um novo símbolo para os idosos.
O texto gira em torno do movimento de publicitários para modernizar o pictograma do idoso curvado com bengala. Essa é a ideia central, e os demais dados (história do símbolo, depoimentos) a complementam.
Análise das alternativas
A, C e D tratam de valorização, respeito e apoio aos idosos, assuntos que o texto não desenvolve. E é uma ideia secundária (a velhice mudou), usada para justificar a mudança do símbolo.
Referência: Interpretação de texto: ideia central e ideias secundárias.
Resolução comentada do VaiConcursos.