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Fundação VUNESP · Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFC… 2022

Questão 47 — Língua Portuguesa: Interpretação de Texto

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 015. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 47 a 53.
Números da fome
A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.
Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.
A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.
“Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.
Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.
O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.
Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.
O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado)

Ao discutir o impacto da falta de alimentos no cotidiano da sociedade atual, o editorial argumenta que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Argumento central do editorial sobre a fome.

O primeiro parágrafo afirma que a recuperação econômica em 2021 'não deteve a expansão global da fome', e o segundo mostra a cifra subindo a 11,7%. Logo, a fome recrudesceu mesmo após a recuperação.

Análise das alternativas

A) O texto não diz que a pandemia inviabilizou a recuperação; diz que a recuperação não deteve a fome. C) A piora é generalizada, não restrita. D) Os vulneráveis recuperaram menos, ou seja, perderam condições. E) A guerra é citada como efeito ainda a ser computado, não como fator mais relevante.

Referência: Interpretação de texto (Editorial Folha de S.Paulo, 09.07.2022)

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: B

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito — 015. Prova Objetiva — Magistério em Português — Versão A (página 43)