Gabarito disponível
“[…] Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. […] Esses gerais são sem tamanho[…] O sertão está em toda a parte.
Do demo? Não gloso. Senhor pergunte aos moradores. […]
De primeiro, eu fazia e mexia, e pensar não pensava. Não possuía prazos. Vivi puxando difícil de difícel, peixe vivo no moquém: quem mói no asp’ro, não fantasêia. Mas, agora, feita a folga que me vem, e sem pequenos dessossegos, estou de range rede. E me inventei neste gosto, de especular ideia. O diabo existe e não existe? Dou o dito. […]
A respeito do fragmento, é correto afirmar que
Resolução comentada
Regionalismo universal de Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas.
O trecho tem marcas regionais na linguagem, mas trata de dilemas universais, como a existência do diabo, a dúvida e o medo. O sertão é 'em toda a parte', o que amplia o regionalismo.
Análise das alternativas
A: o sertão roseano é simbólico e universal, não apenas uma fronteira geográfica. C: o trecho traz recriação lexical, mas a alternativa não captura a dimensão universal que o gabarito destaca. D: 'exclusivamente regional' contradiz a universalização. E: a obra é Grande Sertão: Veredas, não Vidas Secas, e não trata de retirantes da caatinga.
Referência: Terceira fase do Modernismo (Prosa de 1945): Guimarães Rosa.
Resolução comentada do VaiConcursos.