Gabarito disponível
Texto-base:
Leia o texto I e responda às questões 21 a 26.
TEXTO I
O menino e o avô menino
A cadeira de rodas do avô tornou-se o passatempo preferido do menino.
O avô apertava o cinto de segurança na cintura e rodava com as mãos grudadas nos braços da cadeira e os pés firmes nos pedais.
Duro na queda, ele chamava o menino de roda-dura.
[...]
Como até o tempo passa, os dois passaram por contratempos, tropeços, obstáculos e ganharam confiança um no outro.
Enquanto manobravam a cadeira de rodas, à procura de acesso e acessibilidade – ou enquanto esperavam o transporte acessível que demorava para chegar – o avô ensinava ao menino os caminhos por entre as pedras e lhe mostrava as deficiências físicas e culturais da cidade.
Na praça, o menino e o avô brincavam por entre as árvores, as estátuas de pedra, os andantes, os carrinhos de bebê. [...]
Na sorveteria, o avô perguntava com um sorriso enrugado nos lábios:
— O que acontece com a bola na casquinha de sorvete?
A resposta derretia no céu da boca do menino, como num passe de mágica.
[...]
No vaivém de cada dia e cada noite, para um lado e para o outro da calçada – rebaixada ou não –, o menino viajava nas brincadeiras e brinquedos, nas travessuras e travessias, nas histórias contadas e inventadas, nas pausas e silêncios.
[...]
Nunca se soube se era o menino que conduzia o avô ou se era o avô que guiava o menino, na roda viva e comprida do tempo.
SILVA, Lindomar da. O menino e o avô menino. Belo Horizonte: Páginas, 2020. p. 4-32. (Adaptado)
De acordo com a leitura e interpretação do texto I “O menino e o avô menino”, pode-se afirmar que seu objetivo é:
Leia o texto I e responda às questões 21 a 26.
TEXTO I
O menino e o avô menino
A cadeira de rodas do avô tornou-se o passatempo preferido do menino.
O avô apertava o cinto de segurança na cintura e rodava com as mãos grudadas nos braços da cadeira e os pés firmes nos pedais.
Duro na queda, ele chamava o menino de roda-dura.
[...]
Como até o tempo passa, os dois passaram por contratempos, tropeços, obstáculos e ganharam confiança um no outro.
Enquanto manobravam a cadeira de rodas, à procura de acesso e acessibilidade – ou enquanto esperavam o transporte acessível que demorava para chegar – o avô ensinava ao menino os caminhos por entre as pedras e lhe mostrava as deficiências físicas e culturais da cidade.
Na praça, o menino e o avô brincavam por entre as árvores, as estátuas de pedra, os andantes, os carrinhos de bebê. [...]
Na sorveteria, o avô perguntava com um sorriso enrugado nos lábios:
— O que acontece com a bola na casquinha de sorvete?
A resposta derretia no céu da boca do menino, como num passe de mágica.
[...]
No vaivém de cada dia e cada noite, para um lado e para o outro da calçada – rebaixada ou não –, o menino viajava nas brincadeiras e brinquedos, nas travessuras e travessias, nas histórias contadas e inventadas, nas pausas e silêncios.
[...]
Nunca se soube se era o menino que conduzia o avô ou se era o avô que guiava o menino, na roda viva e comprida do tempo.
SILVA, Lindomar da. O menino e o avô menino. Belo Horizonte: Páginas, 2020. p. 4-32. (Adaptado)
De acordo com a leitura e interpretação do texto I “O menino e o avô menino”, pode-se afirmar que seu objetivo é:
Resolução comentada
O texto narra o cotidiano de avô e neto.
O texto é narrativo e mostra os passeios, as brincadeiras e a cumplicidade entre o menino e o avô cadeirante. Seu objetivo é contar uma história cotidiana sobre essa relação.
Análise das alternativas
A: não há crítica ao avô. B: não há problema na praça. D: o avô sai de casa. E: o texto não é instrucional.
Referência: Interpretação de texto — finalidade
Resolução comentada do VaiConcursos.