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A importância do foco
A expressão “ter foco” significa ter um objetivo, estabelecer um planejamento, ter disciplina e persistência para atingir as metas e alcançar o que se pretende. Foco é constituído por planejamento, disciplina e continuidade. É muito importante saber dizer não para muitas coisas, inclusive para seus melhores amigos quando se é preciso estar alinhado e focado em suas estratégias, sejam estas pessoais ou profissionais.
“Foco é dizer não!” (Steve Jobs)
A possibilidade de estarmos conectados o tempo todo com nossos smartphones e tablets tem nos deixado mais dispersivos. Todos esses recursos reduzem nossa capacidade de concentração. Na grande maioria das vezes, a falta de autocontrole, insensibilidade e falta de força de vontade são causadas pela desatenção.
Goleman* afirma que existem três tipos de foco. O primeiro é o foco interno. Esse tipo de atenção nos permite entender – e controlar – nossos sentimentos e emoções. O segundo é o foco nos outros, que é o que nos faz ouvir o que as outras pessoas dizem e a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo o que estão sentindo. E o terceiro tipo de foco é a atenção que devemos dar ao que acontece a nossa volta e como nossas atitudes impactam o resto do mundo.
Cada um de nós tem uma infinidade de razões para perder a concentração. Goleman divide as distrações em dois tipos: a sensorial e a emocional. A primeira diz respeito aos sons, sabores, cheiros e sensações que nos roubam a atenção enquanto fazemos algo. A distração emocional é aquela que vem de dentro de nós, tal como sentimentos.
É importante treinarmos nossa consciência para perceber os momentos onde perdemos a concentração. Isso tem a ver com autoconhecimento. Muitos de nós só nos damos conta de que não estamos concentrados no que deveríamos depois de minutos ou horas de distração. Quanto mais tempo nossa mente perde durante uma atividade que exige concentração, mais difícil é retornar ao que estava sendo feito.
O exercício para combater a fuga de atenção é simples: assim que perceber que o foco foi perdido, traga-o de volta, independente de quantas vezes for necessário recomeçar. Faça isso até concluir a atividade. A atenção equivale a um músculo mental que podemos fortalecer por meio de exercícios como esse. Quanto mais se faz, mais forte o músculo fica.
O treinamento é importante para toda e qualquer situação em que precisamos mudar algo. Na verdade, é muito mais fácil ter concentração quando fazemos um trabalho que consideramos estimulante e atrai a nossa atenção.
Um estudo conduzido pelas universidades Harvard, Stanford e Claremont constatou que na maior parte do tempo os profissionais estão estressados ou entediados. Apenas 20% das pessoas analisadas demonstraram momentos de satisfação plena no trabalho. O restante costuma passar tempo demais na internet ou pensando em outras coisas que não estão relacionadas às tarefas que precisam ser feitas. Ou seja, 80% das pessoas têm grande parte da produtividade diminuída e estão suscetíveis à perda de foco.
As pessoas que gostam do que fazem sentem mais facilidade para manter a atenção. O ideal seria aproximar o trabalho de algo que proporcione prazer. Como nem sempre isso é possível, manter a motivação e encontrar um propósito para o que se faz pode ser uma saída para evitar o tédio e a consequente falta de atenção.
Segundo Goleman, para ter foco, é preciso perdê-lo por algum tempo, de vez em quando. Há uma técnica para o gerenciamento do tempo que se chama técnica “Pomodoro”. Ela sugere que a pessoa utilize um “timer” para que, a cada 40 minutos, largue o que está fazendo e utilize um tempo entre 5 e 10 minutos para fazer algo que “descanse” a sua mente, como por exemplo, tomar um café, contemplar uma paisagem, conversar com alguém, fazer um alongamento, ou algo que tire você do raciocínio anterior. Depois deste período, volte à atividade anterior. Desta maneira, você trabalhará durante 40 minutos e descansará durante 10 minutos. Esta técnica ajuda a manter o foco por muito mais tempo durante o dia.
(Claudio D’Amico)
*Daniel Goleman é um jornalista científico dos Estados Unidos. Por doze anos, escreveu para o The New York Times, principalmente sobre avanços nos estudos do cérebro e das ciências comportamentais. Escritor de renome internacional, psicólogo e jornalista da ciência.
Disponível em: < https://www.competue.com.br/blog/a-importancia-do-foco>. (Com adaptação).
Acesso em 16 de junho de 2024.
Considerando os textos presentes nesse exame, julgue cada afirmação a seguir como C (certa) ou E (errada).
No trecho “Ou seja, 80% das pessoas têm grande parte da produtividade diminuída e estão suscetíveis à perda de foco.” (Texto – A importância do foco, 8º parágrafo) poderia ser alterado para a seguinte construção: Ou seja, 80% das pessoas tem grande parte da produtividade diminuída e estão suscetíveis a perda de foco, mantendo-se a correção gramatical.
Resolução comentada
A reescrita tem erros de concordância e de crase.
Com "80% das pessoas", o verbo concorda com "pessoas" no plural ("têm"), e "tem" é inadequado. Além disso, "suscetíveis à perda" exige crase (a + a perda), e a forma sem crase é errada. O item está errado.
Análise das alternativas
Item errado: "tem" (singular) e "a perda" (sem crase) comprometem a correção gramatical.
Referência: Concordância verbal com porcentagem; crase.
Resolução comentada do VaiConcursos.