Gabarito disponível
Leia o texto “Comida de Afeto”, para responder aos itens 24 e 25.
Comida de Afeto
Estou gravando um quadro para o youtube da Revista Nove chamado Toque de Mestre, em que eu me sento para bater papo com alguns chefs de Santos sobre comida e afeto.
Tem sido uma experiência interessante, principalmente porque depois eu me acabo em toda essa comida boa. Mas, falando sério, com a meia dúzia de chefs com os quais já me sentei – vem muito mais por aí – é possível encontrar um fio condutor que define a comida afetiva: a simplicidade.
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Mas é o simples que abraça a alma. A comida com afeto alimenta mais que sacia, ela restaura – e, aliás, restaurant, em francês, é justamente ‘aquilo que restaura’. E comida simples não é comida sem graça, ao contrário, cozinhar com simplicidade é encontrar harmonia em poucos ingredientes que, juntos no preparo, contam uma história.
É isso que busco com o Toque de Mestre: provocar os chefs a buscarem as mais queridas memórias e convertê-las em um prato com repertório, que resgate suas lembranças afetivas e, com isso, leve ao comensal um prato restaurador.
No universo está tudo interligado, tudo é energia, desde as ervas e o tomate, que trazem as forças telúricas (da terra) ou os peixes, com toda a riqueza da água, até o calor das mãos e o sentimento que se emana durante o preparo.
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E quando alguém prepara um prato afetivo, que reaviva memórias felizes, toda aquela energia chega à comida, potencializa sabores e aromas e cria ali uma aura feliz e contagiante. É isso que faz uma simples massa com manteiga, alho e queijo valerem muito mais que um prato de três cifras. Não é poesia e nem é romantizar a cozinha, ao contrário, é trazer leveza para esse pesado ambiente que são os bastidores de restaurantes.
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Todos os chefs com os quais conversei até agora tiveram o despertar para a cozinha em casa, com mães, tias, avós e bisavós. Se apaixonaram pela arte de cozinhar comendo em casa, a comida de afeto, de restauro e, muitas vezes, na escassez. Porque, de novo, comida simples está longe de significar comida sem graça.
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Diego Brígido
(Fonte: https://revistanove.com.br/. Acesso em 09/06/25)
Leia o trecho abaixo do texto Comida de Afeto, para responder ao item 25.
“Mas é o simples que abraça a alma. A comida com afeto alimenta mais que sacia, ela restaura – e, aliás, restaurant, em francês, é justamente ‘aquilo que restaura’. E comida simples não é comida sem graça, ao contrário, cozinhar com simplicidade é encontrar harmonia em poucos ingredientes que, juntos no preparo, contam uma história.”
Marque a alternativa correta com relação ao processo de subordinação semelhante ao que está marcado pela conjunção QUE cuja oração é que sacia:
Resolução comentada
'Alimenta mais que sacia' é comparativa, como 'menos apimentada que a mexicana'.
Em 'alimenta mais que sacia', a oração 'que sacia' é subordinada adverbial comparativa, pois compara 'alimenta' e 'sacia'. A alternativa E tem estrutura igual: 'menos apimentada que a mexicana (é apimentada)'.
Análise das alternativas
A) 'Que você me acompanhe' é substantiva objetiva direta. B) 'Tão feliz... que convidara' é adverbial consecutiva. C) 'Em que nos reunimos' é adjetiva. D) 'Que nenhum de nós quis' é consecutiva ('tão gostoso que...'), não comparativa.
Referência: Orações subordinadas adverbiais comparativas.
Resolução comentada do VaiConcursos.