Sem padrão de resposta — pratique a escrita
REDAÇÃO
TEXTO 1

(Instituto Desiderata. www.instagram.com, 02.07.2025)
TEXTO 2
Em geral, alimentos ultraprocessados — como refrigerantes, biscoitos e salgadinhos de pacote — são produtos industriais prontos para consumo, ricos em aditivos químicos e que contêm pouco ou nenhum alimento de verdade. Especialistas alertam que o consumo excessivo desse tipo de alimento está associado ao aumento da obesidade e de doenças crônicas, devido ao alto teor de açúcar, gorduras e calorias e à baixa qualidade nutricional desses produtos.
Os efeitos desse consumo podem começar ainda na infância e gerar custos para o sistema de saúde. O consumo de ultraprocessados está associado a problemas como depressão, transtornos alimentares, bullying e baixo desempenho escolar. O custo do tratamento da obesidade entre crianças e adolescentes chegou a R$ 1,6 bilhão na última década.
As escolas são ambientes estratégicos para a formação de hábitos alimentares. Estudos mostram que iniciativas locais de restrição de ultraprocessados em cantinas escolares reduziram o consumo desses produtos e podem diminuir os índices de obesidade entre adolescentes.
(Agência Senado. “Conceito e questões de saúde contrapõem debatedores sobre ultraprocessados”. www.senado.leg.br, 26.05.2026. Adaptado.)
TEXTO 3
No Brasil, há mais de 25 anos a obesidade supera a desnutrição como forma mais comum de má nutrição entre crianças e adolescentes. Em 2023, dados do Ministério da Saúde indicaram que 13,5% das crianças de 0 a 5 anos apresentavam excesso de peso, percentual que aumenta para 31,2% entre adolescentes. Nesse contexto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) realizou um estudo cujos resultados indicam que hábitos alimentares não se definem apenas por escolhas individuais, mas são moldados por rotinas familiares, padrões de consumo, acesso a alimentos e oportunidades presentes nos territórios.
Cuidadores oferecem às crianças alimentos aos quais não tiveram acesso em sua infância devido à condição socioeconômica de suas famílias, associando itens como biscoitos e iogurtes saborizados a uma “infância feliz” ou “comida de criança”. Refeições menos estruturadas, como café da manhã e lanches, concentram o maior consumo de ultraprocessados pelas crianças. O estudo revelou que, em apenas 13% dos lares, as crianças haviam comido ultraprocessados no almoço ou jantar do dia anterior. Já nos lanches, esse número foi de 50%.
Em relação à alimentação, quase 90% das mães indicaram ser as responsáveis por comprar e oferecer alimentos à criança. A pesquisa evidenciou falas que demonstravam a sobrecarga materna, o que favorecia a oferta de ultraprocessados às crianças dada a praticidade e longevidade do alimento, pautada também pelo medo de desperdício financeiro na compra de alimentos in natura para crianças de 2 a 6 anos. No processo de compras, alimentos naturais são considerados pelos entrevistados como mais caros do que ultraprocessados. Enquanto cerca de 67% consideram suco de caixinha, salgadinhos e refrigerantes como baratos, apenas 32% consideram baratos legumes e verduras, 24% frutas e 6% carnes.
(Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Ultraprocessados e Infância: Sumário Executivo, 2026. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Alimentos ultraprocessados: entre motivações e impactos do consumo por crianças e adolescentes
TEXTO 1
(Instituto Desiderata. www.instagram.com, 02.07.2025)
TEXTO 2
Em geral, alimentos ultraprocessados — como refrigerantes, biscoitos e salgadinhos de pacote — são produtos industriais prontos para consumo, ricos em aditivos químicos e que contêm pouco ou nenhum alimento de verdade. Especialistas alertam que o consumo excessivo desse tipo de alimento está associado ao aumento da obesidade e de doenças crônicas, devido ao alto teor de açúcar, gorduras e calorias e à baixa qualidade nutricional desses produtos.
Os efeitos desse consumo podem começar ainda na infância e gerar custos para o sistema de saúde. O consumo de ultraprocessados está associado a problemas como depressão, transtornos alimentares, bullying e baixo desempenho escolar. O custo do tratamento da obesidade entre crianças e adolescentes chegou a R$ 1,6 bilhão na última década.
As escolas são ambientes estratégicos para a formação de hábitos alimentares. Estudos mostram que iniciativas locais de restrição de ultraprocessados em cantinas escolares reduziram o consumo desses produtos e podem diminuir os índices de obesidade entre adolescentes.
(Agência Senado. “Conceito e questões de saúde contrapõem debatedores sobre ultraprocessados”. www.senado.leg.br, 26.05.2026. Adaptado.)
TEXTO 3
No Brasil, há mais de 25 anos a obesidade supera a desnutrição como forma mais comum de má nutrição entre crianças e adolescentes. Em 2023, dados do Ministério da Saúde indicaram que 13,5% das crianças de 0 a 5 anos apresentavam excesso de peso, percentual que aumenta para 31,2% entre adolescentes. Nesse contexto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) realizou um estudo cujos resultados indicam que hábitos alimentares não se definem apenas por escolhas individuais, mas são moldados por rotinas familiares, padrões de consumo, acesso a alimentos e oportunidades presentes nos territórios.
Cuidadores oferecem às crianças alimentos aos quais não tiveram acesso em sua infância devido à condição socioeconômica de suas famílias, associando itens como biscoitos e iogurtes saborizados a uma “infância feliz” ou “comida de criança”. Refeições menos estruturadas, como café da manhã e lanches, concentram o maior consumo de ultraprocessados pelas crianças. O estudo revelou que, em apenas 13% dos lares, as crianças haviam comido ultraprocessados no almoço ou jantar do dia anterior. Já nos lanches, esse número foi de 50%.
Em relação à alimentação, quase 90% das mães indicaram ser as responsáveis por comprar e oferecer alimentos à criança. A pesquisa evidenciou falas que demonstravam a sobrecarga materna, o que favorecia a oferta de ultraprocessados às crianças dada a praticidade e longevidade do alimento, pautada também pelo medo de desperdício financeiro na compra de alimentos in natura para crianças de 2 a 6 anos. No processo de compras, alimentos naturais são considerados pelos entrevistados como mais caros do que ultraprocessados. Enquanto cerca de 67% consideram suco de caixinha, salgadinhos e refrigerantes como baratos, apenas 32% consideram baratos legumes e verduras, 24% frutas e 6% carnes.
(Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Ultraprocessados e Infância: Sumário Executivo, 2026. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Alimentos ultraprocessados: entre motivações e impactos do consumo por crianças e adolescentes
Escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa. A folha de rascunho (página 19) traz linha de título e 38 linhas, com o aviso “Os rascunhos não serão considerados na correção” e “NÃO ASSINE ESTA FOLHA”.