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ESA · Escola de Sargentos das Armas (ESA) 2025

Questão 34 — História: Brasil Colônia — Organização Militar

História Brasil Colônia — Organização Militar

ESA 2025 Médio

Escola de Sargentos das Armas (ESA) · Cursos de Formação e Graduação de Sargentos 2026–27 — Área Geral · Caderno Tipo A

Gabarito disponível

“Não delegava a Coroa aos donatários apenas poderes civis, tão amplos que Varnhagen os chamou de majestático, delegava ainda o ônus da defesa, e por isso mesmo o donatário era, a um tempo, governador e capitão [...] Mas no Foral dispunha taxativamente: ‘os moradores e povoadores e povo da dita capitania serão obrigados em tempo de guerra a servir nela com o capitão se lhe necessário for.’ Permitia, assim, ao donatário, o exercício do poder militar e o título de comandante, enquanto colocava às suas ordens os povoadores, obrigados a servi-lo e a reconhece-lo como chefe, ao mesmo tempo em que permitia a entrada de instrumentos necessários à luta militar, as armas e munições, e ainda o tráfico delas, com a reserva de que isso só ocorresse entre cristãos e súditos do reino, o que vedava o comércio de armas com os indígenas, objeto, como se verá, de constantes cuidados e discriminações nesse sentido.”
(SODRÉ, Nelson Werneck. História Militar do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. p.28)

O primeiro sistema de administração do Brasil Colonial foi o chamado sistema de Capitanias Hereditárias. Este sistema conferia à empresa colonizadora o caráter de empreendimento privado – amplos poderes eram cedidos aos donatários, que os exerciam em nome da Coroa, em troca da assunção por estes dos riscos e gastos necessários. O fracasso desse sistema, porém, levaria o governo português a centralizar a administração – o que também afetou a organização da defesa da colônia. Sobre a organização militar no período colonial, assinale a afirmativa correta:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Organização militar no Brasil colonial.

As ordenanças eram a tropa de recrutamento local que reunia a população masculina apta ao serviço. Eram convocadas quando necessário, sem serem profissionais. Por isso D está correta.

Análise das alternativas

A) Houve fortificações desde cedo; o programa não se iniciou com Pombal. B) As tropas de linha eram profissionais e remuneradas, e os terços eram unidades de linha com oficiais militares. C) As milícias eram tropas auxiliares de recrutamento local, não mercenários profissionais. E) A Aula de Fortificação e Artilharia no Brasil é de 1699, e não foi uma Real Academia criada em 1692.

Referência: Sodré, História Militar do Brasil; organização militar colonial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: D

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito definitivo das questões objetivas — Área Geral — Prova Modelo A