Gabarito disponível
O conceito de presidencialismo de coalizão, conforme formulado por Sérgio Abranches em 1988, descreve a singularidade do arranjo institucional brasileiro, que se diferencia tanto das democracias parlamentaristas europeias quanto do presidencialismo bipartidário norte-americano. No Brasil, a profunda heterogeneidade estrutural da sociedade e a pluralidade de interesses resultam em um sistema político marcado pelo multipartidarismo e pela representação proporcional, o que impõe ao Poder Executivo a necessidade de formar grandes coalizões interpartidárias para garantir a governabilidade e a legitimidade das decisões.
Considerando as informações apresentadas, julgue os próximos itens.
O modelo brasileiro é análogo ao de democracias estáveis como a Holanda e a Finlândia, que também associam a representação proporcional ao presidencialismo de coalizão imperial para gerir suas clivagens sociais e regionais.
Resolução comentada
Holanda e Finlândia não adotam o presidencialismo de coalizão imperial.
Abranches chama o caso brasileiro de "coalizão imperial" justamente por ser singular: combina presidencialismo, representação proporcional e multipartidarismo. Holanda e Finlândia têm arranjos de outro tipo, com gabinetes de coalizão em sistemas parlamentares ou semipresidenciais, e não repetem o modelo brasileiro. A analogia está errada.
Análise das alternativas
A) Errada: equipara modelos distintos. B) Correta: o arranjo brasileiro é singular.
Referência: Sérgio Abranches, Presidencialismo de coalizão.
Resolução comentada do VaiConcursos.