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Cebraspe · Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) 2026

Questão 72 — Antropologia: Relativismo Cultural e Direitos Humanos

Antropologia Relativismo Cultural e Direitos Humanos

Cebraspe 2026 Superior

Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) · Analista Ambiental – Especialidade: Antropologia

Gabarito disponível

O relato da discussão do grupo de mulheres sobre um conjunto de políticas públicas que poderia beneficiá-las expõe o difícil dilema da universalidade dos direitos humanos e uma de suas contradições inerentes: pelo menos no caso específico dos direitos humanos da mulher, se afirmarmos que a norma moral tradicional vale tanto quanto a lei, estaremos no caminho do reconhecimento pleno da autonomia dos povos originários, mas nos distanciaremos, na maior parte dos casos, do que os instrumentos internacionais promulgam com relação aos direitos humanos da mulher e até, em alguns casos, das crianças, entre outras categorias marcadas por um status inferior e dependente. Porém, se negarmos tal equivalência, ficaremos confinados ao paradigma jurídico do Estado democrático, que deve albergar, administrar e intermediar diversas comunidades morais, sem coincidir com nenhuma delas.
R. L. Segato. Antropologia e direitos humanos: alteridade e ética no movimento dos direitos universais. Mana, v. 12, n. 1, p. 207–236, 2006.
A partir do texto precedente, assinale a opção correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto de Segato reconhece elementos de relativismo, mas aponta limites diante dos direitos de mulheres e crianças.

O texto expõe o dilema: valorizar a norma tradicional como lei aproxima do reconhecimento da autonomia dos povos, mas afasta dos instrumentos internacionais sobre direitos de mulheres e crianças. Há, assim, elementos de relativismo, com a tensão e a necessidade de limites indicadas pela autora.

Análise das alternativas

A) O texto apresenta o dilema como contradição, não como resolvido por hierarquização. B) A autora não defende relativismo pleno e irrestrito. C) Não defende a substituição completa das normas locais pelo direito estatal. E) Negar a validade das normas tradicionais não elimina conflitos nem protege automaticamente os vulneráveis.

Referência: Segato, R. L. Antropologia e direitos humanos: alteridade e ética no movimento dos direitos universais. Mana, 2006.

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: D

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito oficial definitivo — Cargo 3