Gabarito disponível
"Desde o início da década de 1980, a história política e institucional da Europa meridional (especialmente italiana e ibérica) vem sofrendo uma mudança de referências cruciais. Categorias como as de "Estado", "centralização" ou "poder absoluto", por exemplo, perderam sua centralidade na explicação dos equilíbrios de poder nas sociedades políticas de Antigo Regime". (HESPANHA, António Manuel. "A constituição do Império Português. Revisão de alguns enviesamentos correntes", in FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; & GOUVÊA, M. de Fátima (orgs.). O Antigo Regime nos Trópicos: A Dinâmica Imperial Portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, p. 165).
Com base no texto acima, assinale a opção que NÃO corresponde aos elementos ou tendências historiográficas que podem ser salientados como chaves interpretativas na produção do conhecimento histórico recente sobre a época moderna.
Resolução comentada
A revisão do absolutismo nega a tese da aliança rei-burguesia que alijou a nobreza.
A historiografia revisionista (Hespanha) enfatiza poderes concorrentes, limites ao poder real, redes de clientela e autonomia dos oficiais. A tese de que a burguesia, aliada ao rei, afastou a nobreza e o campesinato da política é a visão tradicional que foi superada, por isso B é a que NÃO corresponde.
Análise das alternativas
A, C, D e E expressam a visão revisionista: poder partilhado, limites jurídicos e costumeiros, prevalência de laços afetivos e clientelares e proteção dos direitos dos oficiais régios.
Referência: HESPANHA, António Manuel. A constituição do Império Português, 2001.
Resolução comentada do VaiConcursos.