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Texto CB2A7
A 30.ª Conferência do Clima da ONU (COP 30), realizada em Belém – PA, em novembro de 2025, teve como eixo central a implementação dos objetivos do Acordo de Paris. Sob a presidência brasileira, 195 países aprovaram por consenso o “Pacote de Belém” — 29 decisões que renovaram compromissos em temas como transição justa, financiamento da adaptação, gênero e tecnologia.
O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, ressaltou, em seu discurso de encerramento, que o momento em Belém “não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como o início de uma década de mudança”. Em meio a um clima político tenso — com intensos debates sobre o futuro dos combustíveis fósseis e pressões de nações produtoras — ficou evidente que o foco brasileiro foi integrar agendas ambientais, sociais e econômicas. Desde o início, representantes brasileiros destacaram que “a proteção de florestas, oceanos e territórios indígenas não é apenas conservação — é estratégia climática global”, que une justiça social, inclusão de comunidades tradicionais e combate às mudanças climáticas em uma mesma agenda.
Essa ênfase se refletiu em anúncios concretos: no Dia dos Povos Indígenas, o governo do Brasil demarcou dez novas terras indígenas, ampliando áreas protegidas e fortalecendo a mitigação de emissões.
Por outro lado, o impasse negociador levou o presidente da COP a assumir compromissos paralelos, como a promessa de elaborar, nos próximos 12 meses, “dois mapas do caminho”: um para frear e reverter o desmatamento e outro para afastar gradativamente os combustíveis fósseis. Esses temas, embora apoiados por muitos países, não foram incorporados ao texto final por falta de unanimidade. Em suma, a COP 30 selou avanços significativos em implementação — da cooperação internacional à justiça climática — ao mesmo tempo em que assumiu a tarefa de manter a pressão política sobre os pontos pendentes.
Internet: <www.gss.eco> (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A7.
Resolução comentada
Deslocar "intensos" para depois de "debates" mantém o sentido.
"Debates intensos" e "intensos debates" têm sentido equivalente, pois o adjetivo não muda de significado com a posição. Por isso o sentido do texto é mantido.
Análise das alternativas
A) A segunda oração, "que une...", é adjetiva e se refere a "estratégia climática global", e não completa "destacaram". B) "Aprovaram" e "renovaram" estão no pretérito perfeito, e não no mais-que-perfeito. C) "Evidente" é predicativo do sujeito (oração subjetiva), e não sujeito. E) "Renovaram" concorda com "decisões", pois o sujeito é "que" e seu antecedente é "29 decisões".
Referência: Morfossintaxe: posição do adjetivo, concordância e tempos verbais.
Resolução comentada do VaiConcursos.