Gabarito disponível
Mulher de 48 anos de idade, hipertensa, em uso de losartana 50 mg, duas vezes ao dia, buscou atendimento médico para consulta, com objetivo de prevenção cardiovascular. Referiu estar assintomática e negou histórico de outras doenças. No exame físico, apresentou: pressão arterial de 130 mmHg × 80 mmHg; frequência cardíaca de 72 bpm; IMC de 28 kg/m²; circunferência abdominal igual a 85 cm. Ela apresentou os seguintes resultados de exames laboratoriais recentes: colesterol total = 230 mg/dL; HDL-colesterol = 55 mg/dL; triglicerídeos = 140 mg/dL; glicemia de jejum = 98 mg/dL; creatinina = 0,8 mg/dL. Quanto ao histórico familiar da paciente, sua mãe sofreu um infarto do miocárdio aos 63 anos de idade, mas sobreviveu e está com 70 anos de idade. De acordo com o Escore de Risco Global recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, a paciente foi classificada como de risco intermediário.
Tendo esse caso clínico como referência inicial, julgue os itens subsequentes, a respeito de avaliação e estratégias para prevenção cardiovascular de doença arterial coronária.
O histórico familiar da paciente em questão é relevante, mas não é considerado caso de doença cardiovascular prematura.
Infarto da mãe aos 63 anos não é prematuro nas diretrizes, mas o item exige a conclusão contrária.
Pelo gabarito, a afirmação de que o histórico não é caso de DCV prematura está incorreta. A mãe teve infarto aos 63 anos, e a diretriz da SBC define DAC prematura em parente de primeiro grau como < 55 anos em homens e < 65 anos em mulheres. Aos 63 anos, a mãe se enquadra como caso prematuro.
Análise das alternativas
A) Certo: incorreto, pois a mãe (mulher) teve o evento antes dos 65 anos. B) Errado: correto.
Referência: Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (SBC).
Resolução comentada do VaiConcursos.