Gabarito disponível
Uma mulher de 42 anos de idade compareceu a consulta, queixando-se de episódios frequentes de cefaleia occiptal, “manchas visuais”, ganho de peso, oligomenorreia e sudorese excessiva no último ano. Seis meses antes, havia sido prescrito a ela o uso de anlodipino 10 mg e lisinopril 20mg devido à elevação da pressão arterial, tendo sido recentemente acrescentada clortalidona 25 mg. A paciente referiu que vinha notando também dificuldade em calçar seus sapatos e que não mais conseguia colocar seus anéis. Em razão da persistência dos sintomas, resolvera procurar o ambulatório. Nos antecedentes pessoais, destacavam-se dislipidemia e síndrome do túnel do carpo à direita, tendo sido ela submetida à cirurgia de descompressão havia um ano. No exame físico, apresentava índice de massa corpórea (IMC) de 38 kg/m², discreto aumento do volume dos lábios e da língua, pressão arterial de 162 mmHg × 104 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 60 bpm e circunferência abdominal de 108 cm. Os demais dados do exame físico não apresentaram alterações significativas.
Considerando esse quadro clínico hipotético, julgue os próximos itens.
Recomenda-se, como primeira medida diagnóstica, a solicitação da relação aldosterona-renina.
A primeira medida diagnóstica na suspeita de acromegalia é a dosagem de IGF-1, e não a relação aldosterona-renina.
A paciente tem quadro típico de acromegalia: aumento de mãos e pés, aumento de língua e lábios, sudorese, síndrome do túnel do carpo, cefaleia, alterações visuais e hipertensão. O exame inicial é a dosagem de IGF-1, e o diagnóstico é confirmado com GH após sobrecarga oral de glicose. A relação aldosterona-renina serve para investigar hiperaldosteronismo na hipertensão resistente, o que não é a principal hipótese.
Análise das alternativas
A) Errada: não é a primeira medida diagnóstica. B) Correta: a primeira medida é o IGF-1.
Referência: Endocrine Society – Diretriz de acromegalia; SBEM.
Resolução comentada do VaiConcursos.