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Texto-base:
Os Jogos Olímpicos tiveram origem, na Antiguidade, na Grécia. Monteiro Lobato, renomado escritor brasileiro, escreveu algumas aventuras dos personagens de “O Sítio do Picapau Amarelo” na Grécia Antiga, o país que deu origem aos Jogos. Vamos conhecer um pouco mais a Grécia a partir da visão desses famosos personagens de nossa literatura? Para isso, leia com atenção o texto a seguir:
TEXTO V
UMA AVENTURA PUXA A OUTRA
1 Tudo acertado, dona Benta partiu com os meninos para a Grécia a bordo
do “Beija-Flor das Ondas”.
Mas, para que Grécia? Há duas – a Grécia de hoje, um país muito sem
graça, e a Grécia Antiga, também chamada de Hélade, que é a Grécia
5 povoada de deuses e semideuses, de ninfas e heróis, de faunos e sátiros,
de centauros e mais monstros tremendos, como a Esfinge, a Quimera, a
Hidra, o Minotauro. Oh, sim, lá é que era a grande Grécia imortal. A de
hoje só tem uvas e figos secos – e soldados de saiote.
Enquanto o Beija-Flor singrava os mares, Dona Benta ia derramando
10 pingos de história na cabeça das crianças.
– A Grécia de hoje, meus filhos, é um dos pequenos países da Europa,
com cento e dezesseis mil quilômetros quadrados e menos de cinco
milhões de habitantes.
– Só isso? – admirou Pedrinho.
15 – Só, meu filho; e a famosa Grécia Antiga também não foi mais do que
isso. A importância dum país não depende do tamanho territorial, nem do
número de habitantes. Depende da qualidade do povo. Pequenina foi a
Grécia em tamanho – e tornou-se o maior povo da Antiguidade pelo brilho
da inteligência e pelas realizações artísticas. Tão grande foi o seu valor
20 que, até hoje, o mundo anda impregnado de Grécia. Mesmo aqui neste
nosso continente americano, que era só bugres no tempo da Grécia,
sentimos a impregnação grega. A língua que falamos está embutida de
palavras gregas.
– “Geografia”, por exemplo – disse Narizinho. – E “gramática” também.
25 Quindim disse que gramática é palavra grega.
[...]
No intervalo de duas manobras do iate, Dona Benta tomou fôlego e
disse:
– Vocês já sabem que há duas “Grécias”, a antiga e a de hoje; mas só
a Antiga nos interessa. Surge o problema: como penetramos na Grécia
30 Antiga?
– Pulando por cima da de hoje, vovó! - resolveu Pedrinho com maior
facilidade. – Resta saber qual dos períodos antigos é o mais interessante.
– Para mim foi o tempo de Péricles – disse Dona Benta –, mas para a
gana de heroísmos que vejo em meus netos, deve ser o tempo ainda muito
35 anterior, em que aquilo por lá era uma coleção de pequeninos reinos, de
tribos em luta, de famílias poderosas; o tempo da Guerra de Troia que
Homero descreve na Ilíada; e o tempo dos heróis tebanos, a viagem dos
argonautas, dos monstros fabulosos, como a Hidra de Lerna e outros.
40
(LOBATO, M. O minotauro. São Paulo: Globo, 2008 [1937]).
Texto-base:
TEXTO VI
OS JOGOS OLÍMPICOS

1 A Grécia antiga era, como vimos, um grande conjunto de cidades-
estados independentes umas das outras. Não existia aí um estado único
com um governo central, como no Egito e em outras regiões.
Além disso, havia muita rivalidade entre as pólis. Com frequência,
5 essa rivalidade explodia em guerras. Esse foi o caso, por exemplo, da
Guerra do Peloponeso, travada entre Esparta e Atenas pelo domínio
político e econômico da região. Esse conflito se arrastou por 27 anos (de
435 a.C. a 404 a.C.) e terminou com a vitória dos espartanos.
Entretanto, apesar das rivalidades, havia um momento em que as
10 diferenças eram deixadas de lado, pausavam-se as guerras e as pólis
celebravam em conjunto as muitas semelhanças culturais existentes entre
elas. Era na época dos Jogos Olímpicos, que reuniam atletas de toda a
13 Grécia.
Fonte: In Projeto Teláris: História – 6º Ano. São Paulo: Ática, 2012.Com adaptações
Considerando-se as informações do texto VI, responda às questões 23 a 26:
Ao se comparar os textos V e VI, verifica-se que os dois apresentam a mesma temática. A respeito da relação entre esses textos, é correto afirmar que
Os Jogos Olímpicos tiveram origem, na Antiguidade, na Grécia. Monteiro Lobato, renomado escritor brasileiro, escreveu algumas aventuras dos personagens de “O Sítio do Picapau Amarelo” na Grécia Antiga, o país que deu origem aos Jogos. Vamos conhecer um pouco mais a Grécia a partir da visão desses famosos personagens de nossa literatura? Para isso, leia com atenção o texto a seguir:
TEXTO V
UMA AVENTURA PUXA A OUTRA
1 Tudo acertado, dona Benta partiu com os meninos para a Grécia a bordo
do “Beija-Flor das Ondas”.
Mas, para que Grécia? Há duas – a Grécia de hoje, um país muito sem
graça, e a Grécia Antiga, também chamada de Hélade, que é a Grécia
5 povoada de deuses e semideuses, de ninfas e heróis, de faunos e sátiros,
de centauros e mais monstros tremendos, como a Esfinge, a Quimera, a
Hidra, o Minotauro. Oh, sim, lá é que era a grande Grécia imortal. A de
hoje só tem uvas e figos secos – e soldados de saiote.
Enquanto o Beija-Flor singrava os mares, Dona Benta ia derramando
10 pingos de história na cabeça das crianças.
– A Grécia de hoje, meus filhos, é um dos pequenos países da Europa,
com cento e dezesseis mil quilômetros quadrados e menos de cinco
milhões de habitantes.
– Só isso? – admirou Pedrinho.
15 – Só, meu filho; e a famosa Grécia Antiga também não foi mais do que
isso. A importância dum país não depende do tamanho territorial, nem do
número de habitantes. Depende da qualidade do povo. Pequenina foi a
Grécia em tamanho – e tornou-se o maior povo da Antiguidade pelo brilho
da inteligência e pelas realizações artísticas. Tão grande foi o seu valor
20 que, até hoje, o mundo anda impregnado de Grécia. Mesmo aqui neste
nosso continente americano, que era só bugres no tempo da Grécia,
sentimos a impregnação grega. A língua que falamos está embutida de
palavras gregas.
– “Geografia”, por exemplo – disse Narizinho. – E “gramática” também.
25 Quindim disse que gramática é palavra grega.
[...]
No intervalo de duas manobras do iate, Dona Benta tomou fôlego e
disse:
– Vocês já sabem que há duas “Grécias”, a antiga e a de hoje; mas só
a Antiga nos interessa. Surge o problema: como penetramos na Grécia
30 Antiga?
– Pulando por cima da de hoje, vovó! - resolveu Pedrinho com maior
facilidade. – Resta saber qual dos períodos antigos é o mais interessante.
– Para mim foi o tempo de Péricles – disse Dona Benta –, mas para a
gana de heroísmos que vejo em meus netos, deve ser o tempo ainda muito
35 anterior, em que aquilo por lá era uma coleção de pequeninos reinos, de
tribos em luta, de famílias poderosas; o tempo da Guerra de Troia que
Homero descreve na Ilíada; e o tempo dos heróis tebanos, a viagem dos
argonautas, dos monstros fabulosos, como a Hidra de Lerna e outros.
40
(LOBATO, M. O minotauro. São Paulo: Globo, 2008 [1937]).
Texto-base:
TEXTO VI
OS JOGOS OLÍMPICOS
1 A Grécia antiga era, como vimos, um grande conjunto de cidades-
estados independentes umas das outras. Não existia aí um estado único
com um governo central, como no Egito e em outras regiões.
Além disso, havia muita rivalidade entre as pólis. Com frequência,
5 essa rivalidade explodia em guerras. Esse foi o caso, por exemplo, da
Guerra do Peloponeso, travada entre Esparta e Atenas pelo domínio
político e econômico da região. Esse conflito se arrastou por 27 anos (de
435 a.C. a 404 a.C.) e terminou com a vitória dos espartanos.
Entretanto, apesar das rivalidades, havia um momento em que as
10 diferenças eram deixadas de lado, pausavam-se as guerras e as pólis
celebravam em conjunto as muitas semelhanças culturais existentes entre
elas. Era na época dos Jogos Olímpicos, que reuniam atletas de toda a
13 Grécia.
Fonte: In Projeto Teláris: História – 6º Ano. São Paulo: Ática, 2012.Com adaptações
Considerando-se as informações do texto VI, responda às questões 23 a 26:
Ao se comparar os textos V e VI, verifica-se que os dois apresentam a mesma temática. A respeito da relação entre esses textos, é correto afirmar que