Sem padrão de resposta — pratique a escrita
Texto-base:
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
TEXTO II
Se não quiser adoecer
Por Dr. Dráuzio Varela
"Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos,
reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera,
dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a
[5] repressão dos sentimentos degenera até em câncer.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa
intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e
excelente terapia.
[10] "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e
aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a
murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo
que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas
[15] produz o que de mais doce existe. Somos o que
pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.
"Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz
[20] com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu
mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não
se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores,
competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser
aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e
[25] terapia.
"Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria recuperam a
saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom
de alegrar o ambiente em que vive.
[30] "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é
saúde e terapia.
(Trechos retirados de Pensador.uol.com.Br/autor/dr_drauzio_varela. Acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)

(Disponível em cafelivroearte.blogpost.com, acesso em 06/06/2015)
PROVA DE REDAÇÃO
Com base nos textos lidos, contidos na prova de Língua Portuguesa, e no seu conhecimento de mundo, escreva um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, utilizando como tema:
As dificuldades de se colocar em prática, nos dias de hoje, o seguinte ensinamento: “Procure ver o lado bom das coisas ruins”.
TEXTO I
O BOM HUMOR FAZ BEM PARA SAÚDE
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem
Por Fábio Peixoto
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa
frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou
parecer um conselho bobo de um mestre de artes
marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os
[5] especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do
maior segredo para viver bem.
(...)
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de
que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e
[10] culturais e varia de acordo com a personalidade e a
formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado
de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado
com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-
humorado sofre menos porque produz mais endorfina,
[15] um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio
Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo.
Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de
ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado
você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente,
[20] mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo
virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback
positivo”. A endorfina também controla a pressão
sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
(Agora você se interessou, né?)
[25] Mas, mesmo que não houvesse tantos
benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor
sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma
busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente
Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica
[30] angustiado, o que provoca a liberação no corpo de
hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação,
arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades
na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando
os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica
[35] com um humor pior ainda. Essa situação pode ser
desencadeada por pequenas tragédias cotidianas –
como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar -,
que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar
[40] graça em tudo. Há situações em que a tristeza é
inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de
tristeza e de alegria para ter um convívio social
adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital
das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a
[45] integração e a tristeza propicia a introspecção e o
amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação
entre esses estágios, que é necessária e faz parte da
natureza humana.
O humor pode variar da depressão (o extremo
[50] da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses
dois estados são manifestações de doenças e devem
ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que
regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em
cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos
[55] um caso de depressão que mereceria tratamento
psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau
humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo
que a comunidade científica passou a pesquisar os
[60] efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto
surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano
Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma
Doença, contando um impressionante caso de cura pelo
riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa
[65] que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite
ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma
em quinhentas.
Em vez de ficar no hospital esperando para
virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num
[70] hotel das redondezas, com autorização dos médicos.
Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase
todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para
assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos
na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar
[75] a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em
1990, aos 75 anos. Se Cousins saiu do hospital em
busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde
que defendem a entrada das risadas no dia a dia dos
pacientes internados.
[80] Uma boa gargalhada é um método ótimo de
relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos
não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a
explicação para quando as pernas ficam bambas de
tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia
[85] inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a
risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além
disso, se é certo que a tristeza abala o sistema
imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada
durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das
[90] defesas do organismo. A alegria também aumenta a
capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina.
Evidências como essa fundamentam o trabalho
dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170.000
crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs
[95] feitas por 25 atores vestidos de “palhaços-médicos” não
apenas aceleram a recuperação das crianças, mas
motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana
Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É
evidente que o trabalho diminui a medicação para os
[100] pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria
engraçados tem a ver com a flexibilidade de
pensamento defendida pelos especialistas em humor –
aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown
[105] não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz
Morgana. “Ele pode passar por um balcão de
enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por
excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos
Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de
[110] autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si
mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar –
pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana.
Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria
no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.
(super.abril.com.br/saúde/bom-humor-faz-bem-saude-441550.shtml - acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
TEXTO II
Se não quiser adoecer
Por Dr. Dráuzio Varela
"Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos,
reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera,
dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a
[5] repressão dos sentimentos degenera até em câncer.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa
intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e
excelente terapia.
[10] "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e
aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a
murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo
que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas
[15] produz o que de mais doce existe. Somos o que
pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.
"Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz
[20] com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu
mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não
se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores,
competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser
aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e
[25] terapia.
"Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria recuperam a
saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom
de alegrar o ambiente em que vive.
[30] "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é
saúde e terapia.
(Trechos retirados de Pensador.uol.com.Br/autor/dr_drauzio_varela. Acesso em 11 de abril de 2015, às 11h.)
(Disponível em cafelivroearte.blogpost.com, acesso em 06/06/2015)
PROVA DE REDAÇÃO
Com base nos textos lidos, contidos na prova de Língua Portuguesa, e no seu conhecimento de mundo, escreva um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, utilizando como tema:
As dificuldades de se colocar em prática, nos dias de hoje, o seguinte ensinamento: “Procure ver o lado bom das coisas ruins”.
Atenção:
- Considere os textos anteriores como motivadores e fonte de dados. Não os copie, sob pena de ter a redação zerada.
- A redação deverá conter no mínimo 100 (cem) palavras, considerando-se palavras todas aquelas pertencentes às classes gramaticais da Língua Portuguesa.
- Recomenda-se que a redação seja escrita em letra cursiva. Caso seja utilizada letra de forma (caixa alta), as letras maiúsculas deverão receber o devido realce.
- Utilize caneta de tinta preta ou azul.
- Dê um título à redação.