Sem padrão de resposta — pratique a escrita
Texto-base:
PROPOSTA DE REDAÇÃO
Ao longo desta prova, lemos e refletimos sobre a importância do amor na vida de todos nós. Agora é sua vez de falar a respeito desse tema tão constante em nossas vidas e tão desconhecido ao mesmo tempo.
Texto I
Vinte anos sem Pepê: o último voo de um campeão
Sport TV Repórter foi à Austrália entrevistar Steve Blenkinsop, piloto que tentou salvar o maior nome do voo livre brasileiro após o acidente no Japão. Em 1991, o Brasil perdeu seu maior nome dos esportes radicais, o campeão mundial de voo livre e campeão brasileiro de surfe Pedro Paulo Lopes, o Pepê. [...]
Nascido em 1957, Pepê praticou em alto nível todas as modalidades que amava. Aos dez anos começou no hipismo e, em pouco, tempo foi campeão carioca mirim. Só não ganhou mais títulos porque, ainda adolescente, descobriu o surfe. Na década de 70, ganhou destaque surfando nas praias do Arpoador e da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Anos depois, a prancha não satisfazia mais seu espírito aventureiro e o esportista foi buscar novos ares bem perto do céu. O amor incondicional pela adrenalina o sagrou campeão mundial de voo livre em 1981.
Dez anos após ter conquistado o campeonato no país do Sol nascente, Pepê voltou para tentar o segundo título. O amor pelo voo livre fez o brasileiro conhecer Steve Blenkinsop anos antes. Os dois não esperavam, porém, que um dia passariam horas em uma mata fechada esperando resgate.
A prova final seria um vôo de 94 quilômetros entre Wakayama e Kushimoto. O vento era forte e comprometia qualquer possibilidade de voo seguro. O australiano relembra que as condições de voo estavam cada dia mais difíceis.
— O tempo estava instável, chuvoso e com muito vento. Nós nunca tivemos um dia realmente bom. Só Deus sabe o que vai acontecer."
Desde o inicio, os dois brigavam pela primeira posição e, antes de decolar, Pepê parecia pressentir o que poderia acontecer.
— Estou em segundo agora, posso melhorar ou piorar, eu não sei, depende do dia. Hoje é a grande prova e vamos tentar fazer o melhor. Só Deus sabe o que vai acontecer.
Duas horas depois da decolagem, o piloto australiano recorda que apenas quatro asas-delta continuavam no ar. Steve sabia que o adversário não desistiria fácil.
— Pepê era um competidor fantástico em vários esportes e eu sabia que ele não desistiria. Ele provavelmente sabia que eu também não. E é por isso que nós voamos além das áreas de pouso normal.
De repente, em um vale, o brasileiro começou a perder altitude muito rápido. Steve recorda momentos de angústia ao assistir ao acidente.
— Ele desapareceu dentro do vale. Cinco minutos depois, o segui e essa foi a última vez que o vi voando. Acho que Pepê tentou pousar nessa trilha, ninguém nunca saberá, porque ninguém o viu pousando. [...]
— Eu o achei rapidamente e logo vi que ele estava em um estado preocupante. Ele não podia mexer as pernas. Sentindo muitas dores. Mas estava consciente. [...] Enquanto o tempo passava, a organização do torneio planejava o resgate e Pepê pediu um favor a Steve: “Eu quero voltar para casa, mas se eu não conseguir, diga que eu os amo muito"
Apesar do esforço do australiano em mantê-lo vivo, 15 minutos antes do socorro chegar, Pepê não resistiu e morreu.
Depois do acidente, Steve ficou dez anos sem voar. Apesar do fato de presenciar a morte do colega ter sido um dos motivos de sua desistência, foi Pepê que o fez voltar a se aventurar.
— Eu levei o voo livre menos a sério. Não me arrisquei tanto em competições e passei mais tempo com meus filhos. [...] O Pepê é uma das pessoas que voam comigo sempre que estou lá em cima, as lembranças dele estão sempre comigo. [...]
(Disponível em: <<http://sportv.globo.com/>>. Acesso em: 28 jul. 2018.)
Texto II

(Disponível em: <<http://objetosinanimados.blogspot.com/2013/01/razao-vs-emocao-voz-do-coracao.html>>. Acesso em: 18 set. 2018.)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Amor: um sentimento a ser vivido livremente ou a ser vivido em contraponto com a razão? Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista.
PROPOSTA DE REDAÇÃO
Ao longo desta prova, lemos e refletimos sobre a importância do amor na vida de todos nós. Agora é sua vez de falar a respeito desse tema tão constante em nossas vidas e tão desconhecido ao mesmo tempo.
Texto I
Vinte anos sem Pepê: o último voo de um campeão
Sport TV Repórter foi à Austrália entrevistar Steve Blenkinsop, piloto que tentou salvar o maior nome do voo livre brasileiro após o acidente no Japão. Em 1991, o Brasil perdeu seu maior nome dos esportes radicais, o campeão mundial de voo livre e campeão brasileiro de surfe Pedro Paulo Lopes, o Pepê. [...]
Nascido em 1957, Pepê praticou em alto nível todas as modalidades que amava. Aos dez anos começou no hipismo e, em pouco, tempo foi campeão carioca mirim. Só não ganhou mais títulos porque, ainda adolescente, descobriu o surfe. Na década de 70, ganhou destaque surfando nas praias do Arpoador e da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Anos depois, a prancha não satisfazia mais seu espírito aventureiro e o esportista foi buscar novos ares bem perto do céu. O amor incondicional pela adrenalina o sagrou campeão mundial de voo livre em 1981.
Dez anos após ter conquistado o campeonato no país do Sol nascente, Pepê voltou para tentar o segundo título. O amor pelo voo livre fez o brasileiro conhecer Steve Blenkinsop anos antes. Os dois não esperavam, porém, que um dia passariam horas em uma mata fechada esperando resgate.
A prova final seria um vôo de 94 quilômetros entre Wakayama e Kushimoto. O vento era forte e comprometia qualquer possibilidade de voo seguro. O australiano relembra que as condições de voo estavam cada dia mais difíceis.
— O tempo estava instável, chuvoso e com muito vento. Nós nunca tivemos um dia realmente bom. Só Deus sabe o que vai acontecer."
Desde o inicio, os dois brigavam pela primeira posição e, antes de decolar, Pepê parecia pressentir o que poderia acontecer.
— Estou em segundo agora, posso melhorar ou piorar, eu não sei, depende do dia. Hoje é a grande prova e vamos tentar fazer o melhor. Só Deus sabe o que vai acontecer.
Duas horas depois da decolagem, o piloto australiano recorda que apenas quatro asas-delta continuavam no ar. Steve sabia que o adversário não desistiria fácil.
— Pepê era um competidor fantástico em vários esportes e eu sabia que ele não desistiria. Ele provavelmente sabia que eu também não. E é por isso que nós voamos além das áreas de pouso normal.
De repente, em um vale, o brasileiro começou a perder altitude muito rápido. Steve recorda momentos de angústia ao assistir ao acidente.
— Ele desapareceu dentro do vale. Cinco minutos depois, o segui e essa foi a última vez que o vi voando. Acho que Pepê tentou pousar nessa trilha, ninguém nunca saberá, porque ninguém o viu pousando. [...]
— Eu o achei rapidamente e logo vi que ele estava em um estado preocupante. Ele não podia mexer as pernas. Sentindo muitas dores. Mas estava consciente. [...] Enquanto o tempo passava, a organização do torneio planejava o resgate e Pepê pediu um favor a Steve: “Eu quero voltar para casa, mas se eu não conseguir, diga que eu os amo muito"
Apesar do esforço do australiano em mantê-lo vivo, 15 minutos antes do socorro chegar, Pepê não resistiu e morreu.
Depois do acidente, Steve ficou dez anos sem voar. Apesar do fato de presenciar a morte do colega ter sido um dos motivos de sua desistência, foi Pepê que o fez voltar a se aventurar.
— Eu levei o voo livre menos a sério. Não me arrisquei tanto em competições e passei mais tempo com meus filhos. [...] O Pepê é uma das pessoas que voam comigo sempre que estou lá em cima, as lembranças dele estão sempre comigo. [...]
(Disponível em: <<http://sportv.globo.com/>>. Acesso em: 28 jul. 2018.)
Texto II
(Disponível em: <<http://objetosinanimados.blogspot.com/2013/01/razao-vs-emocao-voz-do-coracao.html>>. Acesso em: 18 set. 2018.)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Amor: um sentimento a ser vivido livremente ou a ser vivido em contraponto com a razão? Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista.
INSTRUÇÕES
• redija seu texto com, no mínimo, 25 linhas e, no máximo, 30;
• atribua um título a seu texto.
IMPORTANTE:
O candidato terá sua participação cancelada caso
• se identifique;
• produza um texto com menos de 17 linhas;
• não atenda ao tema e ao tipo textual;
• não utilize caneta esferográfica azul ou preta;
• apresente sua redação apenas no rascunho.