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Fundação VUNESP · Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) 2021

Questão 31 — Língua Portuguesa: Interpretação de Texto — Poema

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Poema

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 012. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto, para responder às questões de números 31 a 33.
Cidade sem rio
O Rio Amazonas é o maior do mundo,
mas o Rio do Tanque é o menor.
(Desliza na fazenda de meu irmão.)
O Rio Doce banha terras amargas
de maleita, ferro e melancolia.
O Córrego da Penha, esse, coitado,
mal fazia um poço raso
onde a gente, fugindo, se banhava.
Talvez porque me faltasse água corrente,
hoje a tenho represada nos olhos
e neste vago verso fluvial.
(Carlos Drummond de Andrade, Viola de Bolso)

É correto afirmar que, no poema, o eu lírico resgata impressões sobre a realidade que conhece, expressando-a
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Perspectiva do eu lírico: água-rio como poema.

O eu lírico parte de sua sensibilidade e, no final, transforma a falta de água corrente em lágrimas represadas e em 'verso fluvial', construindo uma representação metafórica da água-rio como poema.

Análise das alternativas

A) Não há ponto de vista polêmico nem sentimentos contraditórios centrais. B) Não há confissão de experiências que prefere esquecer. C) O conhecimento restrito não o obriga a evitar o sentimentalismo; há emoção. D) Não há ressentimento expresso.

Referência: Drummond, 'Cidade sem rio', Viola de Bolso.

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: E

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito — 012. Prova Objetiva, Área: Magistério Português, Versão A (página 34)