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Fundação VUNESP · Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) 2021

Questão 10 — História do Brasil: Escravidão e Tráfico Negreiro

História do Brasil Escravidão e Tráfico Negreiro

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 011. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Bem nas primeiras linhas da sua História geral das guerras angolas (1681), Cadornega, o pai da historiografia angolista, menciona o “resgate de peças que servem de utilidade ao comércio, e com estes resgates se evitam não haver tantos açougues de carne humana, e instruídos na Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo indo batizados e catequizados se embarcam para as partes do Brasil ou para outras que têm uso católico”.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Texto adaptado)
Na sua manifestação, Cadornega parece
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Resolução comentada

Cadornega justifica o tráfico por supostamente levar à conversão cristã e salvar os africanos de práticas violentas.

Ao falar em evitar 'açougues de carne humana' e em batizar e catequizar os embarcados para o Brasil, Cadornega apresenta o tráfico como benéfico, justificando-o como forma de resgatar africanos de práticas como a antropofagia e as guerras e levá-los à fé cristã.

Análise das alternativas

A) Errada: ele não condena o uso da religião, ele o valoriza. B) Errada: não há indicação de oposição às lideranças africanas. C) Errada: ele associa, e não separa, comércio e fé. E) Errada: ele não vê incompatibilidade entre escravidão e catolicismo.

Referência: ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes.

Resolução comentada do VaiConcursos.

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Gabarito: D

Fonte: Gabarito preliminar: Gabarito — 011. Prova Objetiva, Área: Magistério Matemática, Versão A (página 31)