Gabarito disponível
Uma mulher de 72 anos de idade foi admitida no pronto-socorro com quadro de dispneia e fadiga progressivas nos últimos 3 meses, com piora significativa nos últimos 2 dias. No exame físico, apresentou ritmo cardíaco irregular, crepitações pulmonares finas bilaterais, turgência jugular e edema em membros inferiores. O eletrocardiograma (ECG) mostrou ritmo de fibrilação atrial e baixa voltagem do complexo QRS. O ecocardiograma revelou aumento biatrial, ventrículo esquerdo com hipertrofia concêntrica, disfunção diastólica moderada, fração de ejeção de 58% e ventrículo direito sem alterações. Foi coletado um BNP de 350 pg/mL.
Considerando o caso clínico hipotético apresentado, julgue os itens que se seguem.
De acordo com os ensaios clínicos mais recentes publicados, os inibidores de SGLT2 devem ser a primeira escolha no tratamento de emergência dessa paciente, enquanto os diuréticos de alço devem ser reservados para os casos refratários.
Resolução comentada
Na congestão aguda a primeira escolha é diurético de alça, não iSGLT2.
A paciente tem IC congestiva descompensada (provável ICFEp por amiloidose). A descongestão inicial é feita com diurético de alça IV. Os iSGLT2 têm benefício em ICFEp, mas como terapia de base, e não substituem o diurético de alça na emergência, nem este deve ser reservado para casos refratários.
Análise das alternativas
Certo: incorreto, por inverter a prioridade entre iSGLT2 e diurético de alça. Errado: correto.
Referência: Diretriz brasileira de insuficiência cardíaca aguda e crônica (SBC).
Resolução comentada do VaiConcursos.