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Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Ao abordar os diferentes significados sobre a vida, o eu lírico tem – nos primeiros versos "Viver e não ter a vergonha/ De ser feliz" – a síntese desejada para a sua canção. Para ratificar essa intenção comunicativa, utiliza-se da conjunção "e", cuja apresentação de sentido é de
Resolução comentada
A conjunção "e" em "Viver e não ter a vergonha" tem valor adversativo.
Em "Viver e não ter a vergonha de ser feliz", o "e" liga duas ações em oposição: viver apesar de, sem sentir vergonha de ser feliz. Por isso equivale a "mas" e exprime adversidade.
Análise das alternativas
A) errada: assunto não é valor semântico de "e". B) errada: ressalva é noção de conjunções como "exceto", "senão", que não é o caso. C) errada: a finalidade seria expressa por "para" ou "a fim de". D) errada: a retificação seria expressa por "ou melhor" ou "isto é", que não é o caso.
Referência: Conjunções coordenativas e valor semântico do "e".
Resolução comentada do VaiConcursos.