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Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Das 06 (seis) estrofes que compõem o texto I, é possível afirmar que os aprendizados obtidos pelo eu lírico nas 03 (três) primeiras, respectivamente, são
Resolução comentada
As três primeiras estrofes ensinam a viver e aprender com a vida, a reconhecer que ela poderia ser melhor e a afirmar sua beleza apesar disso.
Na 1ª estrofe, "não ter a vergonha de ser feliz" e ser "eterno aprendiz" indicam deixar a vida acontecer e aprender com ela. Na 2ª, o eu lírico reconhece que a vida "devia ser bem melhor", ou seja, que tem percalços. Na 3ª, ele repete que ela é bonita apesar disso.
Análise das alternativas
B) errada: "de ser feliz" é complemento nominal, e o eu lírico não expressa desagrado crônico. C) errada: "doce ilusão" está na 5ª estrofe, e não há conformismo nas primeiras estrofes. D) errada: o vocativo "meu irmão" aparece na estrofe seguinte, e não há admissão de vazio existencial. E) errada: o eu lírico não sente vergonha, e a canção não é de conformismo.
Referência: Interpretação de texto poético.
Resolução comentada do VaiConcursos.