Gabarito disponível
Paciente do sexo masculino, com 68 anos de idade, tabagista, compareceu a atendimento ambulatorial com quadro de tosse crônica e dispneia para andar 100 metros no plano, ao ponto de ter de interromper a marcha. Nega exacerbações no último ano ou internações. Tem antecedentes pessoais de hipertensão arterial e dislipidemia, estando em uso de losartana e rosuvastatina. Os dados a seguir referem-se a resultados de exames apresentados pelo paciente.
• Espirometria, demonstrando os valores pré (% do predito) e pós-broncodilatador de cada parâmetro, respectivamente: CVF 2,58 (65%) – 2,99; VEF1 0,75 (24%) – 0,88; VEF1/CVF 0,29 – 0,29. Limite inferior do normal (LIN): CVF 3,06, VEF1 2,34 e VEF1/CVF 0,71.
• Hemograma: hemoglobina 15 g/dL (12-16 g/dL); hematócrito 50% (36%-54%); leucócitos totais 7.800/mm3 (4.000-10.000/mm3); eosinófilos 90/mm3 (0-550/mm3); plaquetas 450.000/mm3 (150.000-450.000/mm3).
Julgue os seguintes itens, referentes ao caso clínico hipotético apresentado.
O paciente em questão deve ser tratado com um beta2-agonista de longa ação associado a um antimuscarínico de longa ação e a um corticoide inalatório.
Resolução comentada
Paciente é GOLD E? Não: sem exacerbações e eosinófilos baixos, não se indica corticoide inalatório.
O paciente tem DPOC grave a muito grave, sem exacerbações e com eosinófilos de 90/mm3. Pela estratificação GOLD, ele se enquadra no grupo B, com indicação de LABA + LAMA. O corticoide inalatório fica reservado a quem exacerba, sobretudo com eosinófilos ≥ 300 (ou ≥ 100 com exacerbações), e traz risco de pneumonia.
Análise das alternativas
Certo: errado, pois triplice terapia não está indicada sem exacerbações e com eosinófilos baixos. Errado: correto.
Referência: GOLD – Estratégia global para DPOC
Resolução comentada do VaiConcursos.