Gabarito disponível
Um homem de 78 anos de idade, com hemoptise e intensa dor torácica havia três horas, foi admitido em um hospital em cidade do interior, distante duas horas do centro terciário de referência. A dor apresentava-se ao repouso, sendo ventilatório-dependente, e era acompanhada de dispneia e um episódio de síncope sem pródromos ou outros sinais ou sintomas. Portador de hipertensão arterial havia 20 anos, o paciente, que faz uso de enalapril 20 mg atualmente, estava em tratamento de quimioterapia para um glioblastoma havia três meses. No exame físico, encontrava-se afebril, dispneico, com frequência cardíaca de 112 bpm, frequência respiratória de 31 rpm, saturação de oxigênio de 90%, pressão arterial de 88 mmHg × 56 mmHg e turgência de jugular a 45°. Não foram detectadas outras alterações significativas no exame. O ecocardiograma revelou hipocinesia do ventrículo direito (VD) e hipertensão pulmonar (HP).
A respeito desse caso clínico hipotético, julgue os itens subsequentes.
A heparina de baixo peso molecular por via subcutânea está contraindicada nesse caso.
No TEP de alto risco com instabilidade hemodinâmica, a HBPM subcutânea está contraindicada, preferindo-se heparina não fracionada IV.
O paciente tem TEP de alto risco (hipotensão, síncope, disfunção de VD). Nesse cenário, recomenda-se anticoagulação parenteral com heparina não fracionada endovenosa, e não HBPM subcutânea, cuja absorção é imprevisível com hipoperfusão e que não é reversível rapidamente caso seja necessária terapia de reperfusão. O item está correto.
Análise das alternativas
A) Correta: na instabilidade hemodinâmica, prefere-se HNF IV. B) Errada: a HBPM é reservada para pacientes estáveis.
Referência: Diretriz da ESC para TEP agudo; Diretriz Brasileira de TEP.
Resolução comentada do VaiConcursos.