Gabarito disponível
Uma paciente de 72 anos de idade, com diagnóstico de diabetes e de hipertensão arterial sistêmica havia vinte anos, em uso regular de glicazida, metformina, enalapril e bisoprolol nas doses máximas preconizadas, apresentava fadiga, edema vespertino e noctúria nos últimos dois meses. No exame físico, tinha circunferência abdominal de 98 cm, pressão arterial de 142 mmHg × 92 mmHg (média de três medidas) e frequência cardíaca de 58 bpm. Os demais achados do exame físico foram normais. A paciente apresentou os seguintes resultados de exames laboratoriais: ácido úrico de 9 mg/dL; triglicerídeos de 200 mg/dL; colesterol total de 180 mg/dL; HDL colesterol de 38 mg/dL; LDL colesterol de 102 mg/dL; glicemia de jejum de 132 mg/dL; hemoglobina glicada de 7,2%; dosagem de microalbuminúria em amostra isolada de urina de 340 micrograma/mg de creatinina; potássio de 4 mEq/L; e taxa de filtração glomerular (TFG) de 18 mL/min/1,73 m². Os demais exames laboratoriais de rotina não revelaram anormalidades significativas.
Julgue os itens que se seguem, relativos ao caso clínico hipotético precedente.
Um inibidor do SGLT2 deve ser prescrito com vistas à redução do risco cardiovascular dessa paciente.
Com TFG de 18 mL/min, o item sobre o inibidor de SGLT2 foi considerado errado pelo gabarito.
Pelo gabarito oficial, o item está errado. Os iSGLT2 têm benefício cardiorrenal, mas o efeito glicêmico some com TFG baixa, e a introdução é limitada pela função renal. A banca provavelmente considerou que a TFG de 18 mL/min/1,73 m² (abaixo do limite de início de alguns fármacos da classe) impede a prescrição com esse objetivo de redução do risco cardiovascular.
Análise das alternativas
A) Errada, pelo gabarito: não seria indicada nesse nível de TFG. B) Correta, conforme o gabarito oficial. Observação: diretrizes recentes permitem iniciar iSGLT2 com TFG ≥ 20, e a TFG de 18 fica abaixo desse limite.
Referência: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes; KDIGO – diabetes na DRC.
Resolução comentada do VaiConcursos.